Lá vem Ciro Gomes

O bloco das eleições de 2018 foi de fato para a rua. Nesta quinta-feira, em evento em Brasília, o PDT reafirma Ciro Gomes como candidato à presidência. O 4º Seminário Nacional de Vereadores reúne 500 parlamentares do partido e conta com palestra de 1 hora e meia de Ciro. O tema é “O próximo passo: um desafio chamado Brasil”, em que mostrará seu projeto eleitoral.

Há um ano, o partido iniciou ofensiva para emplacar o nome de Ciro em 2018. Será sua terceira candidatura. A primeira foi em 1998, ano que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi reeleito em primeiro turno. Ciro 10,97% dos votos. Em 2002, ano da primeira vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em segundo turno contra José Serra (PSDB), Ciro ficou em quarto lugar, com 11,97% dos votos.

Na ala mais à esquerda, o pedetista sempre foi ofuscado pela estrela petista. Dessa vez, perante a dúvida se Lula concorrerá, Ciro partiu para o ataque. Disse, ao jornal O Estado de S. Paulo, que a candidatura do ex-presidente é um “desserviço” ao Brasil, por que manteria o país dividido entre petistas e anti-petistas.

O PDT encolheu desde a morte de Leonel Brizola e hoje tem apenas a décima bancada na Câmara. Para ter relevância no processo eleitoral, o partido defende a formação de uma frente de esquerda. Além de trazer alas mais pragmáticas da esquerda, como o PSOL, o sonho é atrair para a coalizão o próprio PT. “Conversamos permanentemente, mas há uma cultura no PT de não apoiar ninguém, só a si mesmo”, afirma o presidente do PDT, Carlos Lupi. “De qualquer forma, a candidatura de Ciro é irreversível”.

Os cenários de eleição divulgados ontem pela pesquisa CNT/MDA corroboram o desejo de candidatura própria petista. O ex-presidente venceria a disputa contra todos os adversários no segundo turno. “Agora é o momento de todo partido testar seus nomes, mas é cedo para discutir aliança”, diz o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini.