Kim Kataguiri troca farpas com Eduardo Bolsonaro e critica atuação do MBL

Nesta quinta-feira, Kim Kataguiri e Eduardo Bolsonaro discutiram pelas redes sociais, após o veto da Lei sobre fake news

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) disse, nesta sexta-feira (30), em entrevista ao programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, que o principal erro do MBL nos últimos anos foi o de superficializar o debate e generalizar a esquerda como um todo. O líder do Movimento Brasil Livre também disse que se arrepende de ter votado na última eleição em Eduardo Bolsonaro. 

Nesta quinta-feira (29) Kataguiri e Eduardo discutiram pelas redes sociais, após o veto da lei sobre fake news. O plenário do Congresso Nacional decidiu derrubar o veto do presidente Bolsonaro e manteve trecho do Código Eleitoral que criminaliza a prática de disseminar notícias falsas.

“Derrubado o veto da lei que pune com 2 a 8 anos de prisão para quem divulgar fake news. Parabéns deputado Kim Kataguiri por ter viabilizado esse instrumento que vai calar exatamente aqueles que não divulgam fake news”, escreveu Eduardo, no Twitter.

“A pena para quem divulgar fake news é o dobro da pena para quem comete homicídio culposo. Além disso, o que é fake news? Sabemos que nossos inimigos não têm caráter e mesmo falando a verdade eles nos processarão dizendo que estamos divulgando fake news”, continuou Eduardo Bolsonaro. 

Sobre a briga com Eduardo Bolsonaro, Kataguiri disse apenas que ele precisava de algum pretexto para atacá-lo. 

O intuito inicial do programa era trazer Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para debater com Kataguiri, porém, o filho mais novo do presidente tinha uma visita programada para a Casa Branca, nos EUA, e acabou não comparecendo ao programa. 

No programa, Kataguiri também falou que o presidente Bolsonaro vêm se tornando inimigo do lavajatismo e está agindo contra o combate à corrupção. “Ele [Jair Bolsonaro] está acabando com todas as estruturas de fiscalização e cultura para proteger o filho. Não é ridículo isso?”, questionou. “Eu acho que [o Jair Bolsonaro] se tornou inimigo do lavajatismo”.

“Pela primeira vez, em 20 anos, o Congresso Nacional teve a coragem de votar um projeto que limita poderes do Supremo Tribunal Federal. E o Bolsonaro [ o Jair] sempre discursou contra o excesso de poderes do Supremo, contra a usurpação de competência do Parlamento. Deixando o Supremo poderoso como está hoje”, disse. 

Mudança da Coaf

Além das críticas tecidas ao Bolsonaro e a seu filho, Kataguiri não vê com bons olhos a mudança do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Banco Central. De acordo com o deputado federal do DEM, a transferência do órgão fora feita para beneficiar o filho do presidente Bolsonaro, Eduardo. 

O PSL encheu o saco dos deputados que votaram para que o Coaf ficasse no Ministério da Economia, agora o Bolsonaro acaba com o Coaf, cria uma outra instituição no Banco Central e todo mundo fica quieto”, afirma o deputado federal. “Inclusive o Eduardo Bolsonaro”, diz.