“Japonês da Federal” fica livre da tornozeleira eletrônica

Newton Ishii pegou quatro anos e dois meses de condenação no processo sobre contrabando

São Paulo – O agente da Polícia Federal Newton Ishii, celebrizado na Operação Lava Jato como o ‘Japonês da Federal’, está livre da tornozeleira eletrônica.

Ele foi beneficiado por uma redução da pena a que foi condenado por facilitação de contrabando na fronteira de Foz do Iguaçu.

Ele ficou famoso na Lava Jato porque fez a escolta de empreiteiros, doleiros, políticos e ex-dirigentes da Petrobras capturados na grande operação.

O ‘Japonês da Federal’ pegou quatro anos e dois meses de condenação no processo sobre contrabando. A Justiça autorizou que ele ficasse livre, mas com uso da tornozeleira.

Ele voltou à cena no início de setembro, quando escoltou à prisão da PF o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, detido por ordem do juiz federal Sérgio Moro na ação penal em que é réu com o ex-senador Gim Argello (PTB/DF).

Como continuou trabalhando, a pena do ‘Japonês da Federal’ sofreu um abatimento – a legislação sobre execução penal prevê que a cada três dias de labor o réu é beneficiado com um dia a menos da pena.

Comentários

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  1. “a legislação sobre execução penal prevê que a cada três dias de labor o réu é beneficiado com um dia a menos da pena”, or, ora, já que a reforma da previdencia está pra sair, está aí uma grande oportunidade para que os trabalhadores honestos lutem por igualdade de direitos.
    Já que os delinquentes tem esse direito de obter redução de pena em um dia a cada tres dias
    trabalhados, os trabalhadores do Brasil tem o direito de conquistar os mesmos direitos, ou muito mais do que apenas tres dias. Assim a maioria dos trabalhadores nem precisaria chegar
    cambaleante aos 65 anos para se aposentar. Quem sabe com os mesmos direitos conquistados, a maioria dos trabalhadores honestos poderia aposentar aos 50 anos ou 55 no máximo.

  2. Por que os condenados deveriam ser recompensados com a redução de pena por uma certa
    quantia de dias trabalhados ?
    No Brasil a desproporcionalidade dos benefícios recebidos pelos condenados é impressionante. Tudo se transforma em moeda de troca.
    O bom comportamento e outros tipos de atividades dos apenados não deveria servir para essa finalidade, mesmo porque é a sua obrigação e não barganha. As penas deveriam ser pagas tostão por tostão até o fim, senão o crime passa a ser muito mais vantajoso do que levar uma vida honesta , e nesse aspecto, é escandalosamente visível principalmente nos casos de crimes do colarinho branco, quando o criminoso acaba sendo compensado com uma invejosa aposentadoria com a manutenção de todas as mordomias que nem sempre foram conquistadas com honestidade.
    Por outro lado, o que é mais triste, uma boa parte da população, que, aos trancos e barrancos, são obrigados a tolerar as insanidades da maioria dos governantes, tem como moeda de troca aumento de impostos, aumento do tempo de aposentadoria, dos juros bancários, confisco dos seus bens, crises financeiras de tempos em tempos, com a desvalorização de suas economias acumuladas com tanto sacrifício ao longo da maior parte da sua existência.
    Resultado de tudo isso são lares desfeitos, suicídio, doenças , analfabetismo ……………..
    Portanto a pena paga pelos cidadãos de bem é muito maior do que a
    dos bandidos.