Itaú: novo CEO; Reforma política avança…

Reforma política avança

O Senado aprovou na noite de ontem, em primeiro turno, por 58 votos a 13, a Proposta de Emenda Constitucional da reforma política. O objetivo é reduzir o número de partidos. Para sobreviver, as siglas precisarão, pela proposta, ter 2% dos votos válidos em ao menos 14 estados nas eleições de 2018 – de 2022 para frente, o percentual sobe par 3%. O segundo turno está marcado para o dia 23; depois, o projeto vai para a Câmara.

Temer saúda Trump

O presidente Michel Temer enviou pela manhã uma mensagem para o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizando o candidato pela vitória. “São duas grandes democracias que compartilham valores e mantêm, historicamente, fortes relações nos mais diferentes âmbitos”, disse. O presidente brasileiro avaliou que o primeiro discurso de Trump após eleito foi equilibrado, uma tentativa de reunificar o país. O ministro das Relações Exteriores, José Serra, que havia criticado Trump durante a campanha, disse que : “treino é treino, jogo é jogo”.

Eleições, só em 2018

Em jantar com o presidente do PSDB, senador Aécio Neves, Michel Temer defendeu que não se antecipe o calendário eleitoral. A intenção é não prejudicar a aprovação de reformas consideradas necessárias, como a previdenciária e o teto dos gastos públicos. Temer recebeu Aécio e o senador Tasso Jereissati, também tucano, na noite de terça-feira para pedir calma ao partido. Ele teme que as disputas internas na corrida pela candidatura à Presidência — entre Geraldo Alckmin e Aécio Neves — possam rachar o partido e dificultar as coisas para o Planalto.

Previdência até julho de 2017

O governo quer aprovar a reforma da Previdência até julho do ano que vem. Os últimos ajustes estão sendo feitos na PEC que vai tratar da proposta, que deve ser finalizada ainda nesta semana. O projeto seguirá para o Legislativo até o final do ano. A proposta fixa a idade mínima para a aposentadoria em 65 anos e o governo que fazer uma transição mais amena para mulheres com mais de 45 e homens com mais de 50. O governo sabe que a proposta é dura e terá dificuldades, principalmente com enfrentamento dos sindicatos. Dessa forma, articula com lideranças do Legislativo o calendário para aprová-la.

PT fecha acordo interno

O Partido dos Trabalhadores parece estar chegando a um consenso sobre a sucessão presidencial da sigla. A maior corrente do partido (Construindo um Novo Brasil), que defendia eleição direta para o próximo presidente da sigla, aceitou a proposta de Lula e Rui Falcão. Os embates começaram quando as correntes mais à esquerda passaram a alegar que eleições diretas favorecem o uso da máquina partidária para a escolha dos representantes. Agora haverá eleições diretas para os diretórios municipais. Os delegados escolhem o diretório estadual, que vota no nacional. Dessa forma, o novo presidente será eleito durante o congresso nacional que se dará no primeiro semestre de 2017.

Enterrando a Lava-Jato

Os procuradores responsáveis pelas investigações da Operação Lava-Jato alertaram nesta quarta-feira que um substitutivo ao projeto de lei que regula os acordos de leniência daria poderes a órgãos do Executivo de perdoar empreiteiras envolvidas em crimes depois de fecharem o acordo. O substitutivo seria votado em regime de urgência na tarde desta quarta-feira, mas a votação foi adiada depois do pronunciamento dos integrantes do Ministério Público. “Isso representaria uma anistia ampla para toda empreiteira que fechasse acordo com órgãos do Executivo”, disse o procurador Deltan Dallagnol.

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Novo presidente

Em meio a tantas notícias, o banco Itaú Unibanco anunciou que já tem um nome para substituir Roberto Setubal, que deixará a presidência do banco após 22 anos no comando. Em abril de 2017, o atual presidente do Itaú BBA, Candido Bracher assumirá o comando da instituição. Setubal passará à copresidência do conselho de administração do banco, junto com Pedro Moreira Salles. Setubal atingiu em outubro a idade-limite para ficar à frente da instituição: 62 anos. A troca se dará na assembleia de acionistas marcada para abril.
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O time Trump

Após assegurar a vitória nas eleições presidenciais americanas, o republicano Donald Trump já começou a trabalhar na escolha de sua equipe de governo. Segundo aliados, o futuro presidente planeja anunciar as nomeações aos poucos. Como Trump tem desavença com muitos membros do Partido Republicano, a expectativa é que o alto escalão seja formado por executivos do mercado e os poucos aliados políticos fiéis a ele — como o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, possível procurador geral, o governador de Nova Jersey, Chris Christie, cotado para a chefia de transição, e o ex-líder da Câmara, Newton Gingrich, favorito ao cargo de secretário de Estado.

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Os parabéns de Putin

Donald Trump passou o dia recebendo ligações de aliados e parabéns de líderes mundiais. Assunto da campanha presidencial em muitos momentos, o presidente russo Vladimir Putin enviou um telegrama parabenizando Trump e dizendo que “a Rússia está pronta e quer restaurar as relações de pleno direito com os Estados Unidos”. Outro frequente inimigo dos Estados Unidos a se pronunciar foi o presidente filipino, Rodrigo Duterte, que enviou “calorosas felicitações” e afirmou que “não quer discutir mais, porque Trump está lá” — Duterte passou os últimos meses criticando os Estados Unidos e chegou a chamar o presidente Barack Obama de “filho da p%$@”.

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Preocupação de Hollande

Líderes como o presidente chinês, Xi Jinping, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, a premiê britânica, Theresa May, e a chanceler alemã, Angela Merkel, também parabenizaram o republicano pela vitória. Embora a maioria das mensagens para Trump tentassem manter o clima ameno, o presidente francês François Hollande deixou a diplomacia de lado e afirmou que “o triunfo de Trump abre um período de incerteza”. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, lembrou que os EUA devem cumprir seu papel no acordo nuclear firmado entre os dois países.

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COP22: Trump é ameaça?

A quarta-feira marcou o terceiro dia da 22ª Conferência do Clima das Nações Unidas, a COP22, e a chefe da ONU para assuntos climáticos, Patricia Espinosa, parabenizou Trump pela vitória. “Esperamos cooperar com seu governo para fazer a agenda da ação climática avançar, em benefício dos povos do mundo”, disse. O momento é de ansiedade entre diplomatas e ambientalistas, uma vez que o magnata afirmou, no passado, que as mudanças climáticas são uma “farsa” e que, se eleito, cancelaria o Acordo de Paris e as metas americanas de reduzir as emissões de poluentes.