Inspeção veicular deveria ser substituída, diz promotor

O promotor Ismael Lutti, que moveu uma ação civil pública contra a Controlar, afirma que a decisão da Prefeitura foi irresponsável de suspender o serviço

São Paulo – O promotor Ismael Lutti, que moveu uma ação civil pública contra a Controlar, afirma que a decisão do Município foi irresponsável. “A Administração está brincando com a vida e a saúde da população de São Paulo.”

Lutti acusa a gestão de não ter feito nada para substituir o serviço nos dez meses de gestão. “O que se extrai disso tudo é uma total irresponsabilidade do poder público municipal, que desde a campanha vem falando sobre rescindir o contrato”, afirma o promotor. Ele afirma que, caso a Justiça negue a ação da Controlar para manter a inspeção, pretende abrir inquérito sobre a paralisação do serviço.

Ambiente. No anúncio da suspensão do serviço, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Ricardo Teixeira, admitiu que a Prefeitura não tem nenhum estudo de impacto ambiental sobre o período que a cidade ficará sem inspeção.

Ele argumentou, no entanto, que os benefícios não são comprovados porque a cidade “não é uma ilha”, referindo-se à poluição existente nas cidades da Grande São Paulo.

Estudo – Um estudo feito pelo médico Paulo Saldiva, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, no entanto, sustenta que a inspeção nos últimos três anos poupou 1.395 vidas e evitou 1.813 internações.

O estudo afirma ainda que a realização do procedimento representou uma economia de R$ 320 milhões aos cofres do Município.

O fim da taxa de inspeção veicular era uma promessa de campanha do prefeito Fernando Haddad (PT), que já chamou a Controlar de “caça-níqueis” e empresa “ficha suja”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.