Indígenas e ativistas pedem “pare Belo Monte” durante Rio+20

Aproximadamente 300 pessoas removeram uma faixa de terra próxima à construção da hidrelétrica e formaram mensagens em grupo

São Paulo – Cerca de 300 ativistas, incluindo indígenas, protestaram na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte nesta sexta-feira, no Rio Xingu, enquanto ocorre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Aproveitando os eventos organizados pela ONU no Rio de Janeiro, os manifestantes removeram uma faixa de terra próxima à construção e formaram mensagens em grupo, que eram visíveis para aviões e helicópteros.

O projeto de Belo Monte, que está sendo realizado em Altamira, nas margens do Xingu, vai deslocar 20 mil pessoas que moram no local.  A área é afetada por desmatamentos, pela maratona de construção governamental da hidrelétrica e até pela especulação imobiliária ilegal.

No Rio de Janeiro, a conferência que aborda temas como sustentabilidade, meio ambiente e preservação reúne mais de 100 chefes de Estado de diversos locais do globo. Além das autoridades, a Rio+20 também agrupou centenas de indígenas procedentes de lugares como Canadá, Guatemala e do próprio Brasil para acender um ''fogo sagrado'' e realizar dez dias de atividades paralelas.

Com os eventos da Rio+20, clique nas imagens para ver protestos que ocorrem em Belo Monte, simultaneamente com os eventos organizados pela ONU.