Igreja Universal inaugura réplica do Templo de Salomão

Edir Macedo, líder da Igreja Universal, importou 40 mil metros quadrados de pedras de Hebron, em Israel

São Paulo – A Igreja Universal do Reino de Deus anunciou nesta quinta-feira que inaugurará em São Paulo uma réplica do Templo de Salomão em um terreno de 35 mil metros quadrados, cuja construção custou R$ 630 milhões.

O gigantesco edifício, que a igreja descreve como uma réplica do Templo de Salomão narrado na Bíblia, será inaugurado em cerimônia que contará com a presença da presidente Dilma Rousseff informou a assessoria de imprensa da igreja em entrevista coletiva.

“A réplica faz parte da intenção de trazer para os fiéis brasileiros uma parte da Terra Santa ao Brasil”, disse o arquiteto responsável pela obra, Rogério Araújo.

Edir Macedo, líder da Igreja Universal, criada há mais de três décadas no Brasil e que se expandiu para outros cem países, importou 40 mil metros quadrados de pedras de Hebron, em Israel, para construir e decorar o templo, que ficará no bairro do Brás, em São Paulo.

Parte da ambientação do templo, que não terá ouro, inclui 12 oliveiras importadas do Uruguai que tentam assemelhar o local, na zona leste, com algum cantinho da Terra Santa.

O Templo brasileiro de Salomão foi construído em quatro anos; tem cem mil metros quadrados de área construída, 52 metros de altura, 105 de largura e 121 de profundidade; e pretende ser um novo lugar de peregrinação.

As religiões evangélicas dobraram o número de fiéis no Brasil entre 2000 e 2010, e segundo o Censo, correspondiam a 22,22% da população.

Pastor Miguel Lacerda, um dos porta-vozes do grupo, informou que “todas as pessoas de todas as religiões serão bem-vindas”, e estendeu o convite a judeus e quem desejar.

Com capacidade para dez mil pessoas, o Templo de Salomão brasileiro também terá um museu interativo.

O Templo de Salomão original, um dos centros políticos e espirituais do povo de Israel, foi destruído pelos babilônios em 586 antes de Cristo; reconstruído por Herodes, e novamente derrubado por ordem do imperador Tito na expansão do império romano, em 66. EFE