Haddad viaja e aliados preparam pedidos de cargos

Petista tira dias de descanso pós-eleitoral e os partidos aliados se articulam para indicar nomes ao secretariado do "governo de coalizão" anunciado pelo petista

São Paulo – Enquanto o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), tira dias de descanso pós-eleitoral, os partidos aliados se articulam para indicar nomes ao secretariado do “governo de coalizão” anunciado pelo petista. Os aliados esperam começar as conversas na próxima semana.

Líderes do PMDB dizem ser difícil o partido receber a Secretaria da Saúde, segundo maior orçamento da Prefeitura, com cerca de R$ 7 bilhões. Mesmo assim, devem indicar a médica Marianne Pinotti, que foi candidata a vice-prefeita na chapa de Gabriel Chalita (PMDB) no 1.º turno e titular da pasta em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo).

Ela também poderia assumir a pasta de Assistência Social, que a sigla comandou na gestão Gilberto Kassab (PSD). Isso porque o PT deve indicar nome próprio para a Saúde (o vereador Carlos Neder é um dos cotados), assim como para Educação e Finanças.

O PMDB planeja indicar um de seus quatro vereadores eleitos para uma segunda pasta. Eles devem se reunir nesta quinta-feira. Caso um parlamentar assuma uma pasta, o partido conseguiria contemplar o PSC na Câmara Municipal – Gilberto Nascimento Jr. é o primeiro suplente da coligação. Há interesse em Esportes e Participação e Parceria – secretaria que a sigla chegou a ter com Kassab.

O acordo do PT com o PSB prevê que a sigla aliada apresente uma lista de nomes para Haddad selecionar alguém de sua confiança. Para Negócios Jurídicos, desponta o advogado Pedro Dallari (PSB), colega de Haddad na USP e próximo da deputada Luiza Erundina.

Entusiasta da aliança com Haddad, o vereador Juscelino Gadelha (PSB) não conseguiu se reeleger e pode ser indicado como “reconhecimento” pelo apoio. Mas não para o primeiro escalão.

O PC do B, da vice-prefeita eleita, Nádia Campeão, cobiça a pasta de Esportes e a de Articulação para a Copa. Ela mesma pode acumular o cargo. Há quem defenda o ex-ministro do Esporte Orlando Silva (PC do B) no posto. A ligação da imagem dele com escândalos de corrupção, no entanto, pode atrapalhar.

O PP do deputado Paulo Maluf tem interesse na pasta de Habitação. Mas, por ora, nega ter conversado sobre cargos. Quem também almeja a pasta é o deputado estadual Simão Pedro (PT), que coordenou a agenda de campanha. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo