Entrevista de Haddad no Jornal Nacional é centrada em corrupção

“A Rede Globo muitas vezes condena por antecipação”, disse Haddad

São Paulo — Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência da República, teve embates duros na noite desta sexta-feira (14) no Jornal Nacional, da TV Globo.

A maior parte dos 27 minutos de entrevista foi centrada no tema da corrupção e o candidato colocou a própria emissora no foco em alguns momentos.

Perguntado sobre o grande número de petistas investigados, inclusive a ex-presidente Dilma Rousseff, Haddad disse que “a Rede Globo é investigada”, sugerindo que investigação não significa culpa.

“A Rede Globo muitas vezes condena por antecipação”, disse Haddad. Posteriormente, perguntou a Bonner: “Qual é a pessoa que está na vida pública que não está investigada?”.

A entrevista começou com Haddad dando “boa noite ao presidente Lula” e Renata Vasconcellos afirmando de que o PT nunca fez uma autocrítica em relação ao seu envolvimento em escândalos de corrupção como o mensalão e o petrolão.

Haddad disse que os esquemas na Petrobras remontam ao período da ditadura militar e focou no fortalecimento, durante as gestões petistas, de instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público.

“Se você não fortalece os mecanismos de combate à corrupção, você não descobre a corrupção”, disse ele.

Haddad também teve que responder por afirmações de membros do PT de que haveria algum tipo de conspiração no Judiciário contra o partido e o ex-presidente Lula.

Bonner perguntou como isso seria possível sendo que a maioria dos desembargadores, membros do Supremo Tribunal Federal e do próprio Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que condenou Lula, foram indicados por governos petistas.

“O que você testemunha é que nós nunca partidarizamos o Judiciário”, disse Haddad, completando que “tanto o Judiciário pode errar que os recursos estão previstos na Constituição. Se fosse infalível, bastava ter juiz de primeira instância”.

A entrevista também entrou na denúncia contra Haddad feita recentemente na Operação Lava Jato, baseada em delação de Ricardo Pessoa, da UTC.

Haddad disse que virou alvo porque contrariou interesses da empresa ao cancelar o projeto de um túnel quando era prefeito.

Ele apontou que o timing da denúncia, longe do fato e perto da eleição, está sendo investigado pela corregedoria do próprio MP – assim como o de outros políticos.

Renata perguntou então sobre a questão dos “postes”, candidatos pouco conhecidos apontados por padrinhos políticos, e os motivos para ele não ter sido reeleito prefeito de São Paulo em 2016.

Haddad rejeitou o rótulo, listando feitos da sua gestão no Ministério da Educação de 2005 a 2012. Sobre sua derrota na prefeitura, disse que 2016 foi “um ano muito atípico” na cidade por causa do “clima antipetista”.

Segundo ele, “o eleitor foi induzido ao erro” pois “o demônio do país virou o PT”. Questionado sobre promessas não cumpridas na cidade, ele citou o contexto da “maior recessão da história”.

Neste momento e posteriormente, comentando a responsabilidade pela crise econômica que se iniciou no governo petista, Haddad citou uma entrevista de Tasso Jereissatti, ex-presidente nacional do PSDB, publicada ontem.

Nela, Tasso critica a atuação do PSDB a partir de 2015 em pontos como o questionamento do resultado das eleições de 2014, o apoio às chamadas pautas-bomba, que aumentavam gastos, assim como a participação no governo Temer.

“A culpa é do PSDB porque o presidente do PSDB assumiu a culpa ontem”, disse Haddad. Bonner apontou que 2014 já foi um ano de déficit público e economia estagnada.

Em suas considerações finais, Haddad disse que o PT governou por “12 anos de normalidade democrática” e que “o povo é parte da solução, o povo não é problema”.

Semana de entrevistas

A “semana de entrevistas” do telejornal aconteceu duas semanas atrás, quando quatro candidatos foram entrevistados por William Bonner e Renata Vasconcellos: Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Marina Silva.

Naquela semana, o dia reservado ao PT, sexta-feira dia 31 de agosto, não contou com entrevistas. Ainda candidato oficial, o ex-presidente Lula estava preso em Curitiba e, obviamente, não foi ao gravar no Rio de Janeiro. Já Fernando Haddad ainda não era o candidato oficial do partido, que ainda insistia que Lula era a única opção.

No último dia 11, o partido confirmou o ex-prefeito de São Paulo como candidato. Manuela D’Ávila será sua vice.

Em cada dia de entrevista no jornal, os candidatos tiveram 27 minutos, além de um minuto extra ao final para falar livremente. 

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  1. Marcia Candido

    Acompanhei a entrevista do Geraldo Alckmin ontem e achei que ele se saiu muito bem. Só confirmei meu voto.

    1. Stefano Albuquerque

      Não Acredito e não confio em Geraldo Alckmin

  2. Stefano Albuquerque

    Nem perco meu tempo para assistir as mentiras desse candidato, Promessas vazias e sem consistência!
    Bolsonaro Presidente 2018

    VOTE 17

    1. Mirian Eugênio

      Deus me livre

  3. Haddad tem postura e perfil de um grande estadista. Sem dúvida será um grande Presidente. É 13 !

  4. Haddad tem postura e perfil de um grande estadista. Sem dúvida será um grande Presidente. É 13 !

    1. Marcia Oliveira

      O falso jornalismo partidário da Rede Lobo cada vez se torna mais explicito. O jornalista interrompeu o candidato 62 vezes para que o mesmo não consiga apresentar seu programa de governo. Haddad retomara a política econômica do emprego com menos concentração de renda. Terá meu voto. Ainda que a Rede Lobo apresente números falsos podemos ir direto em fontes como IPEA, IBGE e outras instituições de pesquisas e ver que entre 2003 e 2014, período do PT no governo, tivemos: PIB passou de 1,5 para 5 trilhões, criação de 20 milhões de empregos c carteira assinada, redução de 50% da pobreza extrema, , 2 milhões de casas financiadas pelo Minha Casa Minha Vida, 18 novas universidades federais, 340 novas escolas técnicas; 1,2 milhões de pobres ingressaram nas universidades, aumento do salário mínimo acima da inflação, 20 milhões de pessoas beneficiadas com o Bolsa Família, 15 milhões passaram a ter luz elétrica ( Luz para Todos), ampliação de 15.000 médicos (Programa Mais Médicos), 500 mil cisternas no NE (Programa Água para Todos), toda a infraestrutura para transposição do Rio São Francisco, 665 bi para infraestrutura pelo Programa de Aceleração do Crescimento, SAMU, Farmácia Popular, ampliou orçamento da saúde e educação e o Brasil teve projeção internacional com a criação do BRICS. Ainda tem vários outros benefícios. E melhor a ente enriquecer nossas fontes de informação. A Rede Lobo não quer discutir programa de governo. Quer sonegar impostos e continuar desinformando e manipulando a opinião pública.