Haddad discutirá seca com secretário de recursos hídricos

Segundo o prefeito de São Paulo, reunião com o secretário estadual de recursos hídricos será para que o governo oriente os municípios sobre crise da água

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou neste domingo que a reunião entre o secretário Estadual de Recursos Hídricos e os prefeitos da região metropolitana de São Paulo será para que o governo do Estado possa orientar os municípios sobre como colaborar em meio à crise de água. “Nosso objetivo é ouvi-lo e colher subsídios para que possamos colaborar com o governo do Estado”, disse Haddad a jornalistas, após a entrega da Medalha 25 de Janeiro, na sede da prefeitura.

“Meu papel é de oferecer apoio na coordenação dos prefeitos da região, para que o secretário e a Sabesp possam orientar aqueles que, mesmo não sendo os responsáveis, consigam colaborar”, complementou. O governo do estado de São Paulo é liderado por Geraldo Alckmin, do PSDB.

Segundo Haddad, a reunião foi marcada para 28 de janeiro, na sede da prefeitura paulistana. No entanto, o prefeito criticou a demora da realização desse encontro. “É uma reunião que já poderia ter acontecido. Tentamos algumas vezes no ano passado e finalmente o secretário (Benedito Braga), recém empossado, se prontificou a comparecer”, disse.

O prefeito da Capital afirmou ainda que, na reunião, poderão ser discutidos os pontos da minuta da Lei de Posturas Municipais, entregue às prefeituras pelo governador Alckmin. A lei incluiria a proposta de multa para desperdício de água, como seriam consideradas, por exemplo, as lavagens de calçadas e carros. Haddad afirmou, no entanto, que existem pontos operacionais que ainda precisam ser discutidos, como o destino dos recursos arrecadados com a multa, a meta de economia de água com a medida e também outras medidas que poderiam ser adotadas.

Haddad também comemora seu aniversário hoje, 25 de janeiro, mesmo dia da cidade de São Paulo. Segundo ele, o presente que gostaria de receber é o mesmo desejado pela população. “Eu acho que todo mundo tá pedindo chuva na Cantareira”, disse.