Gustavo Canuto chefiará novo ministério do Desenvolvimento Regional

O novo ministério do Desenvolvimento Regional deve ser resultado da fusão dos ministérios de Cidades e Integração Nacional

São Paulo – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) informou nesta quarta-feira (28) a indicação de Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto para o Ministério do Desenvolvimento Regional.

Canuto é “servidor efetivo do Ministério do Planejamento com ampla experiência”, segundo Bolsonaro. Veja o anúncio feito pelo Twitter:

O novo ministério do Desenvolvimento Regional deve ser resultado da fusão dos ministérios de Cidades e Integração Nacional, segundo informações dadas ontem pelo pelo ministro anunciado de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ao lado do presidente eleito.

Se assumir todas as atribuições das pastas que serão extintas, Canuto deverá gerir programas importantes como Minha Casa Minha Vida, de habitação, e ações relacionadas a obras contra a seca e infraestrutura hídrica.

Perfil

Canuto, ex-chefe de gabinete da Integração Nacional por dois anos, foi nomeado em agosto como secretário-executivo da pasta.

Segundo seu perfil na página do Ministério, ele é integrante da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) e não tem filiação partidária.

Sua trajetória incluiu passagens pelas Secretarias de Aviação Civil e Geral da Presidência da República, além da Agência Nacional de Aviação Civil.

Canuto é graduado em Engenharia de Computação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e em Direito pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).

Equipe

A formação do primeiro escalão do presidente eleito está quase completa, ainda que não se saiba ainda qual será a estrutura final.

Após falar em reduzir as 29 pastas atuais para 15, o presidente eleito disse hoje que o número pode ficar em 22.

São esperadas mais duas indicações, no mínimo: Meio Ambiente e Minas e Energia. A promessa é fechar a lista na semana que vem.

Hoje foram anunciados, além de Canuto, o deputado Osmar Terra para a pasta de Cidadania e Ação Social (que juntará Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Trabalho e a Secretaria das Mulheres) e o deputado Marcelo Álvaro Antonio (PSL) para o Turismo.

Paulo Guedes está definido para o “superministério” da Economia que reunirá Fazenda, Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços e o ex-juiz federal Sérgio Moro vai comandar outro “superministério”, o da Justiça e da Segurança Pública.

São quatro ministros militares anunciados até agora. O engenheiro Tarcísio Gomes de Freitas vai comandar o Ministério da Infraestrutura, que reunirá Transportes, Portos, Aeroportos e Aviação Civil.

O General Augusto Heleno vai para o Gabinete de Segurança Institucional, o General Azevedo e Silva para a Defesa e o General de Divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz será ministro da Secretaria de Governo.

Gustavo Bebianno será o ministro da Secretaria-Geral e o o tenente-coronel e ex-astronauta Marcos Pontes vai para o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Foram confirmados também três nomes do Democratas: o deputado Onyx Lorenzoni chefia a transição e vai para a Casa Civil, Tereza Cristina, presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), vai para o Ministério da Agricultura, e o deputado Luiz Henrique Mandetta vai para a Saúde.

O filósofo Olavo de Carvalho indicou dois nomes: Ernesto Araújo para o ministério das Relações Exteriores e Ricardo Vélez Rodríguez para o Ministério da Educação.

André Luiz de Almeida Mendonça será mantido na Advocacia Geral da União e Wagner de Campos Rosário seguirá como Ministro da Controladoria Geral da União.

Roberto Campos Netto será o indicado para presidência do Banco Central, que manterá status de ministério enquanto não tiver sua independência formalizada, segundo informações da equipe.

(Com Agência Brasil)