Greve geral desta sexta-feira é marcada por pouca aderência

ÀS SETE - Várias entidades de classe ficaram reticentes em aderir ao movimento coordenado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular

Está marcada para esta sexta-feira mais uma “Greve Geral”, convocada por centrais sindicais. A pauta é protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência, ainda que o governo esteja em marcha lenta, em virtude da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer, por corrupção passiva.

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A amplitude do movimento, no entanto, já foi maior no passado. Várias entidades de classe ficaram reticentes em aderir ao movimento coordenado pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, além da Força Sindical e UGT.

Em São Paulo, foram confirmados apenas as paralisações de professores e bancários. Ficaram de fora funcionários dos transportes, de ônibus e trens.

Os metroviários chegaram a aprovar greve, mas mudaram a decisão de última hora. Em reunião na noite desta quinta-feira, decidiram ficar de fora da greve, assim como os trabalhadores da CPTM e das empresas de ônibus.

Foram confirmados apenas as paralisações de professores e bancários. O sindicato de metalúrgicos não aderiu formalmente — fará um protesto e, então, decidirá se trabalhadores voltam ao trabalho. Haverá protesto na Avenida Paulista, às 16h.

Antes, haverá ato na Superintendência Regional do Trabalho, na Rua Martins Fontes, no centro, às 11h, e no início da manhã nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos.

Outras capitais agendaram passeatas, como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza. Em Brasília, funcionários das empresas de ônibus e metroviárias cruzaram os braços na manhã desta sexta-feira, com manifestação agendada para a Esplanada dos Ministérios.

A Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF) afirma que haverá esquema de segurança especial. No último grande protesto sindical na cidade, policiais militares foram flagrados atirando contra manifestantes com armas de fogo. Em âmbito nacional, os petroleiros também devem parar.

O Vem Pra Rua, um dos grupos responsáveis por puxar coro pelo impeachment de Dilma Rousseff, anunciou que pretende voltar a protestar, agora contra Temer.

Ainda que a agenda contra o presidente seja semelhante, o grupo nega uma união com os sindicatos. O dilema? Todos consideram o governo inviável, mas compartilham opinião diferente sobre as reformas.

Assim, o governo Temer se arrasta, contando com as mobilizações fragmentadas para empurrar sua agenda adiante. A previsão é que a trabalhista seja votada no Senado na próxima semana.

A previdenciária, contudo, tem as atenções divididas enquanto houver a tramitação da denúncia do presidente na Câmara, tornando seus prazos — e vigor das medidas — incertos.

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