Governo confirma reajuste de 5,67% para o Bolsa Família a partir de julho

O governo informou que colocará mais 684 milhões de reais no orçamento do programa para cobrir os custos do reajuste

Brasília – O governo confirmou nesta segunda-feira, por meio de nota, um reajuste de 5,67 por cento nos benefícios do Bolsa Família, a partir de julho.

O reajuste, o primeiro desde 2016, aumentará o valor médio dos benefícios, hoje em 177,71 reais, para 187,79 reais. No total, o aumento dado aos beneficiários custará 684 milhões de reais, que serão acrescentados ao orçamento do Bolsa Família em uma suplementação orçamentária que precisa ainda ser aprovada pelo Congresso.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 4,01 por cento no acumulado entre o último reajuste, em julho de 2016, e março deste ano, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

Em busca de uma agenda positiva, Temer havia definido que o aumento dos benefícios do Bolsa Família seria superior à inflação. O valor final, no entanto, foi fechado no final da semana passada e o presidente bateu o martelo apenas nesta segunda –tanto que seu pronunciamento para o 1º de Maio, já divulgado nas redes sociais, gravado pela manhã, não traz o índice.

O governo procurava um número que permitisse dar um aumento real aos beneficiários e, ao mesmo tempo, mantivesse a folga orçamentária necessária para que se possa manter zerada a fila de pessoas que procuram o programa. Em julho do ano passado, depois de um pente fino que excluiu mais de 500 mil famílias por não cumprirem os requisitos, o governo inclui mais 828 mil que estavam em espera e anunciou que havia zerado a fila.

O último reajuste do programa, de 12,5 por cento, foi dado pelo governo em julho de 2016 e anunciado em cima da hora, no dia 29 de junho. Naquele ano, pouco menos de duas semanas antes de ser afastada da Presidência, Dilma Rousseff anunciara um aumento de 9 por cento para o programa em um evento em comemoração ao Dia do Trabalho, em São Paulo.

Ao assumir a Presidência, Temer não confirmou o reajuste, mas depois se decidiu por um aumento ainda maior, sob a alegação de que os 9 por cento prometidos por Dilma não recuperavam o poder de compra dos beneficiários.