Curtas – uma seleção do mais importante no Brasil e no mundo

Por ora, sem reforma para militares; Gleisi critica Brasil e EUA; Trump adia discurso…

Gleisi critica Brasil e EUA

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, condenou nesta quarta-feira a decisão dos Estados Unidos e do governo Jair Bolsonaro de reconhecer o líder opositor venezuelano Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Gleisi disse que o presidente norte-americano, Donald Trump, não tem legitimidade para fazer essa interferência e alertou para o “precedente” que isso criará na América Latina. “Qual é a legitimidade de um presidente norte-americano para reconhecer um presidente de outro país sendo que esse país passou por um processo eleitoral? Critique-se ou não o processo, ele foi feito dentro das regras constitucionais da Venezuela. E lá o voto é facultativo e teve candidatura de oposição. Imagina se a moda pega? Vamos ter daqui a pouco o presidente dos Estados Unidos, do Brasil, de outros países interferindo na soberania e na autodeterminação dos países?”, perguntou. “É muito ruim isso porque abre um precedente de instabilidade na região da América Latina”.

Trump adia discurso

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite de ontem o adiamento de seu discurso anual do Estado da União até o final do shutdown, que hoje marca seu 34º dia. “Vou fazer o discurso quando terminar o fechamento administrativo, não procuro um lugar alternativo para o discurso do Estado da União, pois não há lugar que possa competir em história, tradição e importância com a Câmara Baixa”, anunciou Trump no Twitter. O anúncio acontece após Trump ter informado anteriormente sobre o cancelamento do discurso e a busca de uma “alternativa” diante da recusa da presidente da Câmara Baixa, Nancy Pelosi, em recebê-lo.

Papa critica o muro

Nesta quarta-feira, 23, à caminho do Panamá, onde ocorrerá a edição 2019 da Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco se pronunciou sobre o polêmico muro que o presidente norte-americano Donald Trump deseja construir para separar os Estados Unidos do México. Na tradicional viagem rodeado de jornalistas de todo o mundo, dessa vez, cerca de 70, o Papa foi questionado acerca do muro por um repórter italiano. Como resposta, o líder da Igreja Católica Romana declarou que “o medo nos torna loucos”, em uma visível crítica aos anseios de Trump, que, entre outras coisas, está provocando a maior paralisação que um governo já enfrentou no país.

São Paulo interdita acesso à Dutra

A Prefeitura de São Paulo decidiu interditar nesta quarta-feira, 23, a alça de acesso da pista expressa da Marginal do Tietê para a pista expressa da Rodovia Presidente Dutra, na zona norte de São Paulo, após a detecção de danos na estrutura, que passa por cima do Rio Tietê. O prefeito Bruno Covas (PSDB) está indo até o local. Ainda não há informações sobre o período de interdição da pista. A alça é um dos acessos da capital para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

“Se errou, vai pagar”

Após dias de silêncio, o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou sobre o envolvimento de seu filho, Flávio Bolsonaro, no caso Queiroz. Em entrevista ao editor-chefe da agência de notícias Bloomberg, nesta quarta-feira, 23, Bolsonaro disse que, caso fique provado o envolvimento de Flávio, ele terá que responder legalmente: “Se por ventura ele vier a errar, se for comprovado, eu lamento como pai, mas vai pagar aí o preço dessa ação que nós não podemos coadunar”, afirmou. Flávio vem sendo investigado por movimentações financeiras suspeitas enquanto ocupava o cargo de Deputado Estadual na assembleia legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Reforma para militares

O presidente Jair Bolsonaro se pronunciou nesta quarta-feira, 23, sobre a reforma da previdência para militares. Em entrevista à agência de notícias Bloomberg, em Davos, Suíça, Bolsonaro declarou que, no primeiro momento, a reforma não se estenderá à categoria militar. Segundo o presidente, a proposta de reforma será submetida por seu governo assim que o Congresso Nacional retorne do recesso. Ainda essa semana, na posição de presidente interino, o general Hamilton Mourão havia declarado ser favorável ao aumento do tempo de contribuição para militares, que passaria de 30 para 35 anos na ativa.

Mais empregos

Números do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia nesta quarta-feira, 23, mostram que, após três anos seguidos de demissões, o Brasil voltou a gerar empregos formais. Os dados são de 2018 e revelam que, no último ano, foram 15.384.283 milhões de contratações frente a 14.854.729 milhões de demissões. O saldo são 529.554 mil vagas de empregos formais geradas no período. Ainda de acordo com os dados do Ministério, este é o resultado mais positivo em um ano fechado desde 2013, quando foram geradas cerca de 1,1 milhão de vagas.

Prévia da inflação

A prévia da inflação oficial brasileira iniciou o ano sob pressão do preço dos alimentos, mas ainda assim registrou a menor taxa para janeiro em 25 anos e permaneceu abaixo do centro da meta do governo em 12 meses. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,30 por cento em janeiro na comparação com o mês anterior, deixando para trás a queda de 0,16 por cento registrada em dezembro. Apesar da retomada da alta, essa é a leitura mais baixa do IPCA para janeiro desde a implantação do Plano Real, em 1994, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).