G7 sem acordo; cristãos atacados…

Trump x Alemanha

Líderes das maiores economias do mundo se encontraram nesta sexta-feira para a reunião do G7, grupo que reúne as maiores economias no mundo. O encontro aconteceu na cidade italiana Taormina, na Sicília, e começou com um clima tenso entre Estados Unidos e Alemanha, após o presidente americano, Donald Trump, ter dito que a Alemanha se comporta “muito mal” por vender amplamente seus carros nos Estados Unidos. A frase teria sido dita em reunião com os presidentes do Conselho Europeu, Donald Tusk, e da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, na quinta-feira, mas Juncker tentou minimizar o ocorrido e disse que “não ter usado a palavra ‘má’ para dizer ‘maldade’ ”.

Consenso “mais perto”

Apesar do clima tenso, o primeiro-ministro da Itália, o anfitrião Paolo Gentiloni, disse que os países estão “mais próximos” de chegar a um consenso para o comércio, apesar das políticas protecionistas de Trump. Por outro lado, os líderes mundiais não conseguiram chegar a um acordo em relação à manutenção do Acordo de Paris, assinado durante a Conferência do Clima em 2015 e do qual Trump retirou os Estados Unidos, enquanto todos os outros países do G7 apoiam fortemente o acordo. “Segue uma questão aberta”, disse Gentiloni.

Manchester: imenso progresso

Dias após um atentado que matou 22 pessoas em Manchester, o G7 também emitiu um comunicado conjunto prometendo “aumentar substancialmente” seus esforços para combater o terrorismo. A premiê britânica, Theresa May, deixou a reunião do G7 mais cedo e voltou ao Reino Unido para acompanhar as investigações em Manchester. A polícia local já prendeu oito pessoas, e afirmou nesta sexta-feira que fez “imenso progresso” nas investigações contra o que acredita ser uma “rede de terroristas” que planejam outros ataques. Os presos incluem um irmão e o pai do britânico Salman Abedi, de 22 anos, homem-bomba responsável pelo atentado.

Ataque a cristãos

Atiradores atacaram um ônibus de cristãos coptas no Egito, matando 28 pessoas e ferindo outras 24. O ataque ocorreu enquanto fiéis viajavam a um monastério, a 250 quilômetros da capital, Cairo. Testemunhas disseram que os responsáveis foram de oito a dez militares armados que abordaram a caravana. Duas igrejas coptas já haviam sido alvo de ataques no dia 9 de abril, numa onda crescente de violência contra cristãos no Egito, país de maioria muçulmana.

Kirchner: Temer “ridículo”

Em entrevista ao canal C5N após um longo período sem aparecer na mídia, a ex-presidente argentina, Cristina Kirchner, criticou o governo do presidente Mauricio Macri e anunciou sua candidatura para as eleições legislativas, em outubro. Cristina afirmou que “não há nada que festejar no país”, disse que a inflação acima de 40% acontece “porque não há intervenção do Estado” e criticou o aumento da dívida do governo. Quando perguntada sobre a situação no Brasil, Cristina disse que o presidente brasileiro, Michel Temer, é “ridículo” e “brega”.