Funai, INSS, Meio Ambiente: as indefinições dos futuros ministérios

Jair Bolsonaro se reúne nesta quinta-feira com seus futuros ministros para costurar o desenho de sua equipe de governo

Qual será, afinal, o desenho final da Esplanada dos Ministérios? É uma pergunta que pode começar a ser respondida nesta quinta-feira, quando o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem um reunião com seus 20 ministros já escolhidos, em Brasília. O encontro levou o presidente a alterar sua agenda. Não voltará mais ao Rio de Janeiro no fim de tarde, como estava previsto inicialmente. Agora, dormirá na Granja do Torto e embarca amanhã, com uma escala em São Paulo.

Prevista inicialmente para ter 15 pastas, a equipe ministerial terá, no fim das contas, 22 nomes, segundo o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Falta ainda definir os nomes que comandarão a pasta do meio ambiente e a dos direitos humanos. São dois dos temas em que o futuro governo é mais criticado e, não por acaso, são aqueles em que há maior dificuldade de escolha.

A pasta de direitos humanos, segundo integrantes da equipe, pode até virar uma secretaria ligada a um ministério. Meio Ambiente terá um ministro, mas o duro é saber quem. Ontem, Bolsonaro admitiu que está difícil encontrar alguém que se adapte ao que ele quer: “preservar o meio-ambiente, sem prejudicar a atividade econômica”. A visão de que o meio ambiente é um entrave ao desenvolvimento econômico do país, e não um aliado, é um dos principais focos de críticas de estudiosos da área.

Entre as pastas já definidas, sobram indefinições, a começar por quem fica com a Funai, a Fundação Nacional do Índio. Bolsonaro afirmou que a autarquia não vai para a Agricultura, contradizendo Onyx. O futuro ministro da Cidadania, Osmar Terra, já sinalizou que não quer a responsabilidade. A Funai pode acabar onde está desde 1967, o ministério da Justiça, mas o futuro presidente afirmou que Sergio Moro, futuro titular da pasta, já está sobrecarregado.

Outra gama de indefinições está no antigo ministério do Trabalho, que será dividido entre Cidadania, Justiça e Economia. Economia, sob comando de Paulo Guedes, deve ficar também com a gestão do INSS, o Instituto Nacional de Seguridade Social, segundo a Folha. O órgão, responsável por avaliar e conceder aposentadorias e outros benefícios previdenciários, está hoje com o Desenvolvimento Social.

O estica e puxa deve continuar durante todo o mês de dezembro.