Exército participa de varredura em presídio no Rio

A operação segue o decreto de Garantia da Lei da Ordem (GLO), assinado em julho de 2017 pelo presidente Michel Temer

A operação integrada de varredura deflagrada hoje (21) na Penitenciária Milton Dias Moreira, em Japeri, na baixada fluminense, conta com militares do Exército e agentes Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).

A secretaria divulgou há pouco o detalhamento das equipes envolvidas. Participam 100 inspetores de segurança e administração penitenciária, 30 integrantes do Grupamento de Intervenção Tática da Seap e cerca de 250 militares do Exército.

A atuação dos militares vai ocorrer no perímetro do entorno da unidade prisional, com cães farejadores, apoiando o Grupamento de Operações com Cães da Seap.

Segundo o secretário de administração penitenciária, David Anthony Gonçalves, o planejamento para a ação começou na segunda-feira (21), depois que foi controlada uma rebelião no presídio. Os detentos estavam armados e chegaram a fazer 18 reféns.

“Inicialmente, precisávamos ver as condições de segurança da unidade e estávamos recebendo informações do nosso Sistema de Inteligência, que precisavam ser analisadas e processadas quanto aos indícios de existência de outros materiais, que estariam escondidos em locais de difícil acesso às buscas. Por conta disso, decidimos contar com o apoio técnico e equipamento especializado do Exército, que prontamente nos atendeu”, disse o secretário, em nota.

A ação integrada tem como base o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), assinado pelo presidente Michel Temer em julho de 2017. Desde então, ações conjuntas com as forças estaduais e federais vem sendo realizadas nas estradas e em favelas do estado do Rio.

Comentários

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  1. Como ERRADICAR FACÇÕES e MILÍCIAS que suplantam o PODER do ESTADO e MUNICÍPIO, em especial no RIO DE JANEIRO?
    Essa é a intrigante pergunta que nos recusamos a responder com a franqueza de quem perdeu seus direitos de cidadão, e que vive intimidado pelos defensores dos direitos humanos de criminosos. Afinal, somos ou não somos reféns desses criminosos? Dúvidas? Então procure urgente um psicanalista!
    Pensar que o Serviço de Inteligência é a senha de resgate para a ordem pública é apequenar nossa realidade e mancomunar-se com todos que fomentam e se alimentam desse caos.
    O primeiro passo é reconhecer que “perdemos a mão” nessa questão, e que Serviços de Inteligência existem em ambos os lados, e que há uma verdadeira simbiose entre as partes podres.
    Em segundo, é classificar as facções e milícias como um cancro social que se alimenta do tráfico de armas e drogas, e que perpetuam políticos, correligionários e dirigentes em nossas instituições. Ora! Se é um câncer, precisa ser extirpado a curto prazo por cirurgiões especializados, do contrário, não teremos chances de sobrevida. Essa é a lógica, não?
    Com esse levante de criminosos de todas as idades e cores, “armados até os dentes” e por todas as direções, tornou-se inevitável romper os vínculos com a demagogia e deixar de acreditar em “moeda de três faces”. Há de se entender que os Direitos Humanos são uma via de mão dupla, e não um mecanismo que favorece aqueles que vivem para eliminar vidas.
    Partindo dessa retórica, como podemos tratar em “pé de igualdade” aqueles que empuleirados ostentam armas de grosso calibre de última geração, granadas, morteiros, pistolas … e que matam a todos sem pestanejar e sem discriminação? Dando “Voz de prisão”? Expedindo mandados a logradouros inexistentes?
    Estamos tratando de soldados de facções e milícias criminosas que derrubam helicópteros, invadem presídios, roubam armamentos em quartéis, ocupam vias expressas … e demarcam seus próprios territórios sob a mira das Forças Armadas, Força Nacional, Polícias Militar, Civil e Federal, e não me parece nada racional investir na generosa e dispendiosa tática de afugentá-los para outros paraísos, outros municípios … outros estados, pois estamos tratando da versão brasileira da FARC.
    Nosso dinheiro público se esvai a cada investida nesses teatros de operações cinematográficos e comprovadamente ineficazes, que a rigor, “disputam” palmo a palmo as vielas e becos, e os devolvem sorrateiramente aos criminosos sócios da desfaçatez do mórbido poder público.
    Não sou especialista em táticas de “guerrilha urbana”, chamem como quiser. Na verdade nem precisa ser, mas afugentá-los para as matas fechadas dos entornos das favelas, e não ter uma força de segurança, seja qual for, bem preparada, aguardando-os para dar cabo da situação, me soa como “brincadeira de cão e gato”, algo leviano, ou melhor, um desrespeito a inteligência humana e a sociedade. E quando digo “dar cabo”, traduz-se simplesmente em aplicar tratamento de igual porte, e tratá-los como alvos a serem eliminados por nossos atiradores de elite (snipers) das forças de segurança, pois quem porta armamentos daqueles calibres e eliminam pessoas, devem ser combatidos como guerrilheiros e não como simples delinquentes de rua.
    Sabemos da benevolência do Estado em permitir tantas ocupações informais, desordenadas e desenfreadas, e que esse cenário à revelia dos pagadores de impostos, vem comprando votos e interesses escusos cravados em nossas gestões públicas de larápios. Contudo, apesar do flagrante caos institucionalizado, onde todos os “cidadãos de bem” perdem de tudo sem distinção, impera a política dos adereços, da perfumaria, dos pórticos eleitoreiros, das casas sem reboco mas multicoloridas para “inglês ver”, dos teleféricos “dominados”, dos “passeios turísticos” para ingênuos desinformados … e UPPs que somente expõem as vidas de policiais ilhados e desprotegidos em estruturas políticas decorativas à mercê dessas facções e milícias. É assim que funciona o sistema! Propaganda é a alma do negócio.
    O problema é que há uma total ausência do Estado e Município em todos os âmbitos, e a coisa toda se desgringolou de vez, e passamos a constatar um viés de “adoração incondicional” a tudo que esses traficantes guerrilheiros veneram, desde o status em ser líder de Organização Criminosa, a prostituição infantil, o gerar filhos aos 13 anos, as selfies empunhando armamento, o performismo erótico nas danças, o gestual, a exibição de caretas, o ouro de gosto questionável, o vestir-se com meia bunda e cuecas de fora, as gírias indecifráveis, os palavreados e gingados vocais do submundo, os codinomes, as convicções desconexas e surreais, a apologia ao crime, enfim, tudo que beira ao absurdo.
    É inegável que parte de nossa sociedade contaminou-se nessas águas turvas desta “pororoca cultural” onde tudo predomina, menos o princípio da razoabilidade. Será a declaração do colapso de nossa sociedade?
    Me recordo que certo dia, ao ir a praia identifiquei meu relógio, que havia sido roubado há menos de uma semana, em um pulso que não era o meu. Em seguida, o jovem diante de seu comparsa, fazendo uso de seu sacolejo corporal e palavreado peculiar, disse: “… qualé, vou faturar um mané hoje!“. Daí me surgiu a dúvida do “faturar”, será que a criatura estava dizendo que irá matar alguém, roubar mais um celular ou emitir uma fatura de mercadoria? Optei em dar um mergulho na água gelada.
    Em outra ocasião diante de uma reportagem na TV, em que um policial à paisana viu dois assaltantes de Banco, com armas em punho, se preparando para fugir de moto, não hesitou. Se aproximou com cautela, mas o garupa percebendo a sua aproximação, apontou a arma para o policial, que com maestria sacou e atirou a “queima roupa” os dois assaltantes, com a prudência de não expor a vida dos transeuntes da praça.
    Foi quando eu disse aos que estavam no recinto: “- Que coragem desse policial!”. E do outro lado ouvi um técnico da equipe terceirizada dizer indignado: “- Esse policial é um covarde, quero ver sair na mão com os dois!” Percebi que estávamos em lados opostos. Anos depois fiquei sabendo que o cidadão morava no Jacarezinho e que faleceu após ser atingido por bala perdida.
    E as Penitenciárias, nem se fala! Mais parecem vários antros de estudos acadêmicos do Estado-Maior de Criminosos protegidos e segregados por facções e milícias, onde permanecem orquestrando seus interesses por toda a cidade. Incrível, não? Tudo sobre a tutela do Estado. São as benesses ofertadas pelo poder público corrompido, que se acovarda também por incompetência e receio das retaliações dos Defensores de Direitos Humanos dos associados ao crime.
    Sinceramente, se com esse deplorável status quo do Rio de Janeiro nada de efetivo é feito, significa então que o Rio é irrecuperável, salvo se houver uma mudança radical na atuação das forças públicas nessa nova investida de Intervenção Federal. Que tal darmos um sobrevoo no Google Maps por todo o Estado, cidade, municípios, e periferias e constatar o óbvio.
    E por favor, dizer que Segurança Pública não tem solução de Curto Prazo mesmo diante dessas barbáries em que vivemos, é admitir que o Estado de Direito cedeu para o Estado Paralelo.
    Até Nostradamus profetizaria, que dentro de mais uns anos não haverá mais a necessidade de representação política por homens de “colarinho branco”, tudo será mais informal, todos com figurinos mais despojados e sem intermediários.
    De resto, “Cidade Maravilhosa” é só um mantra esbaforido de marketing turístico.
    Hugo Glitz