Ricardo Teixeira nega envolvimento em esquema de corrupção

"Como eu poderia participar da assinatura de contratos com a Full Play em 2013 se eu já estava fora da CBF e não era membro da Conmebol?", afirmou Teixeira

São Paulo – Acusado por Eugenio Figueredo nos relatos ao FBI, Ricardo Teixeira diz que não recebeu dinheiro da Full Play, empresa argentina de marketing esportivo fundada em 1998, nem participou do esquema de propinas na Conmebol.

O ex-presidente da CBF, procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, disse que a revelação de Figueredo “é estapafúrdia, sem nenhuma lógica, se é que verdade que ele falou isso”. Teixeira diz que nunca participou de um contrato, nem tinha poder para isso, com a Full Play na Conmebol.

“Raciocina comigo. Eu deixei a CBF em abril de 12 (2012) e fui para os Estados Unidos. O Figueredo assumiu a Conmebol em maio de (2013). Como eu poderia participar da assinatura de contratos com a Full Play em 2013 se eu já estava fora da CBF e não era membro da Conmebol? Não tem lógica.”

O contrato a que Teixeira se refere é o dos direitos de marketing da Copa América de 2015 e de 2016 celebrado pela Datisa (empresa uruguaia criada por um acordo entre a Traffic, de J. Hawilla, e as argentinas Full Play e Torneos y Competencias) com a Conmebol, em maio de 2013.

“Como eu poderia fazer parte de um contrato se não tinha cargo na Sul-Americana? Não é verdade que teria recebido esses US$ 300 mil que o Figueredo teria declarado. Esse dinheiro não entrou na minha conta. Se ele (Figueredo) disse que eu recebi, então cadê o meu dinheiro? Na minha conta, não entrou”.

Sobre as revelações de Figueredo ao FBI de que o presidente da CBF teria pedido para aumentar os salários de presidentes de confederações na Conmebol quando ele, Figueredo, assumiu a presidência da entidade, Teixeira diz que é outro equívoco do dirigente uruguaio.

“Se o Figueredo assumiu a Conmebol em 2013 e eu deixei a CBF em 2012, como eu poderia pedir aumento de salários se já estava fora da CBF? Não tem o menor sentido. Esse presidente da CBF a que ele teria se referido certamente não sou eu.”

Teixeira disse ainda que não tem nenhum poder no futebol sul-americano e também no Brasil. “Estou fora da cadeira. Se quisesse influir em alguma coisa, estaria sentado na cadeira.”