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Ex-embaixador na Noruega confirma telegrama com suposta ameaça de morte; Dodge pede suspensão de inquérito que investiga Temer e mais...

Diplomata confirma conteúdo

O ex-embaixador na Noruega Carlos Henrique Cardim confirmou ao jornal O Globo o conteúdo de um telegrama diplomático revelado ontem pelo jornal Folha de S. Paulo sobre uma suposta ameaça de morte feita pelo candidato Jair Bolsonaro (PSL) a sua ex-mulher Ana Cristina Valle. O documento, revelado pela Folha, data de 2011. Segundo Cardim, o vice-cônsul do Brasil na Noruega ouviu de Ana Cristina que ela sofria ameaças de morte de Bolsonaro e por isso pensava em pedir asilo no país junto com o filho. Ontem, Ana Cristina, que hoje usa o sobrenome Bolsonaro e é candidata a deputada, publicou um vídeo para negar a ameaça registrada em documento oficial.

TSE aprova candidatura de Haddad

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na noite desta terça-feira, 25, o pedido de registro da candidatura de Fernando Haddad (PT) à Presidência da República. A discussão do caso durou cerca de cinco minutos. Haddad foi oficializado na condição de cabeça da chapa petista no dia 11 de setembro, depois de o TSE barrar a candidatura ao Palácio do Planalto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso no âmbito da Operação Lava Jato. Enquanto a aprovação do registro de Haddad foi rápida, a discussão do registro de Lula se arrastou por mais de seis horas e trinta minutos em sessão que avançou na madrugada do dia 1º de setembro.

Ciro no hospital

O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, deu entrada nesta terça-feira no hospital Sírio-Libanês, região central de São Paulo, para passar por um procedimento de cauterização de vasos sanguíneos da próstata, devendo retomar suas atividades “o mais breve possível”, disse sua campanha em nota. “Ciro Gomes deu entrada no fim da tarde desta terça-feira no hospital Sírio-Libanês. Após exames passou por um procedimento de cauterização de vasos da próstata”, afirma a nota. “Por ser um procedimento simples, Ciro Gomes poderá retornar às suas atividades o mais breve possível.”

Dodge pede suspensão de inquérito

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta terça-feira ao Supremo Tribunal Federal para suspender o inquérito que investiga o presidente Michel Temer por supostos repasses ilegais da Odebrecht ao MDB. Dodge decidiu não denunciar o presidente e deixar o caso parado até que o mandato de Temer termine. A partir de 1º de janeiro a investigação poderá prosseguir na primeira instância da Justiça. No relatório em que informou ao Supremo as conclusões do inquérito, a Polícia Federal apontou indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por parte do presidente, que teria acertado o repasse ilícito de 10 milhões de reais da empreiteira Odebrecht ao MDB.

O centro desunido

Uma reunião entre candidatos considerados mais alinhados ao centro do espectro político não aconteceu após Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB) cancelarem a presença na noite desta segunda. O encontro, articulado pelo jurista e um dos autores do impeachment de Dilma Rousseff (PT), Miguel Reale Jr., ocorreria na manhã desta terça e contaria com a presença ainda de Geraldo Alckmin (PSDB) e Alvaro Dias (Podemos). A ideia era tratar sobre a possibilidade de se unirem em torno de uma única candidatura de centro. Reale afirmou ao GLOBO que a tentativa de reunião não teve relação direta com a carta aberta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que pedia uma união para parar a “marcha da insensatez”. Mais do que decidir uma candidatura unica, o objetivo era formar um “governo de concertação”.

Toffoli confiante

Em entrevista à TV Brasil, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, reafirmou a legitimidade das eleições e disse que o país não corre qualquer risco de ruptura democrática. “A maioria da população opina, vota e torna seus ideais e seus desejos realidade ao ir a urna”, disse. “O outro caminho não é o melhor melhor caminho; o melhor caminho é realmente a democracia, é o voto popular. E [deve-se] respeitar aquele que for o ungido pelas urnas.” Segundo ele, a democracia é “um jogo difícil de ser jogado”. Toffoli negou ainda que o ataque ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), esfaqueado em ato público há duas semanas em Juiz Fora (MG), possa comprometer a legitimidade do pleito. “É um fato absolutamente deplorável [o ataque], mas isso não interfere na legitimidade das eleições nem no jogo democrático”.

Ordem “caótica”

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que a ordem mundial está “cada vez mais caótica”, que a confiança está perto de uma ruptura e que mudanças no equilíbrio de poder podem aumentar o risco de confrontos. Durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Guterres disse ainda que o multilateralismo está sob ataque quando é mais necessário. “Líderes individuais têm a tarefa de fomentar o bem-estar de seu povo”, disse Guterres. “Mas isso vai mais fundo… como guardiões do bem comum, também temos a tarefa de promover e apoiar um sistema multilateral reformado, revigorado e fortalecido.” Seu discurso foi praticamente oposto ao proferido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exigiu que os demais países “respeitassem a soberania americana”.

Argentina: greve geral

A Argentina amanheceu em greve, nesta terça-feira (25), após sindicatos convocarem uma paralisação contra as medidas de austeridade do governo federal. Essa paralisação acontece no dia em que o presidente da Argentina, Mauricio Macri, fala sobre a situação do país na Assembleia Geral da ONU, que acontece em Nova York. Em junho, Macri assinou um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor de 50 bilhões de dólares, mas agora negocia um novo acordo com a entidade. A inflação do país deve superar 40% em 2018, o Produto Interno Bruto (PIB) foi calculado em -2,4% para o fim do ano, o desemprego teve alta de 9,6% e o peso argentino já perdeu 50% de valor até agora. Além dos aeroportos, estão paralisados também os serviços de transporte público, bancos, escolas e também hospitais. Por conta da paralisação, os voos que têm a Argentina como destino, bem como aqueles que saem do país, foram cancelados. Os passageiros afetados devem entrar em contato com as companhias aéreas para tomar providências sobre suas viagens.

BC da Argentina: sai presidente, entra presidente

O Banco Central da Argentina enfrentou, nesta terça, a renúncia de seu presidente, e a nomeação de um novo presidente. Luis Caputo apresentou renúncia ao presidente Mauricio Macri nesta manhã. A renúncia, segundo ele, ocorria por por motivos pessoais. A renúncia surpreendeu o mercado financeiro, em um momento em que o banco central procura conter a desvalorização acentuada do peso argentino, que já perdeu 50% até agora em 2018, e o governo está negociando uma extensão de um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Esta foi a segunda renúncia do cargo em menos de quatro meses. Logo pela tarde, Guido Sandleris foi nomeado como o novo presidente. Especialista em economia internacional, finanças e macroeconomia e com uma longa carreira acadêmica, Sandleris foi secretário de política econômica do Ministério da Fazenda até meados deste ano. A argentina enfrenta uma crise econômica desde o início do ano. No mês passado, Macri anunciou a ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI), de 50 bilhões de dólares. Ontem, o presidente argentino afirmou que o país poderia receber mais ajuda do órgão internacional.

Trump discursa contra Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu para que a comunidade internacional “isole o regime do Irã”. Durante seu discurso à Assembleia Geral da ONU, o líder americano ainda prometeu que aplicará mais sanções ao país, além das que entrarão em vigor em novembro. “Pedimos para que todos os países isolem o regime iraniano enquanto continuarem as agressões (por parte do Irã). Não podemos permitir que o principal patrocinador do terrorismo no mundo possua as armas mais perigosas do planeta e os meios para atacar com uma ogiva nuclear”, disse Trump. O presidente argumentou que “muitos governos na região (do Oriente Médio) apoiaram” a saída dos Estados Unidos do “horrível” acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irã e um grupo formado por EUA, França, Reino Unido, China, Rússia e Alemanha. Os Estados Unidos voltaram a impor em agosto algumas das sanções que tinham sido congeladas com base no pacto nuclear.