Estudo mede risco de doença infecciosa em comunidades do Rio

A pesquisa analisou 11 Regiões Administrativas (RAs) inseridas na área de influência da Estação de Tratamento de Esgoto Alegria (ETE/Alegria)

São Paulo – Estudo feito por uma aluna de mestrado acadêmico em Saúde Pública e Meio Ambiente da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) revela o alto risco de desenvolvimento de doenças infecciosas em comunidades carentes do Rio, segundo o portal da Fundação Oswaldo Cruz.

“Jacarezinho, Complexo do Alemão e Complexo da Maré podem ser considerados como potenciais áreas de alto risco para o desenvolvimento de doenças infecciosas de veiculação hídrica. Isto se deve, principalmente, às condições socioeconômicas precárias em que as populações se encontram, a fragilidade destas áreas diante de eventos climatológicos extremos e a falta de equidade social no âmbito da saúde”, sustenta Juliana Viana em seu estudo. 

A pesquisa analisou 11 Regiões Administrativas (RAs) inseridas na área de influência da Estação de Tratamento de Esgoto Alegria (ETE/Alegria).

Destacou, ainda, a Região Administrativa de Ramos como de alto risco para o desenvolvimento de doenças infecciosas.

Em uma análise geral das RAs que compõem a área de influência da ETE Alegria, observou-se que o clima é o principal determinante da sensibilidade ao risco de desenvolver doenças infecciosas de veiculação hídrica na área de estudo.

Foi possível ainda classificar as RAs em três níveis de risco: baixo (Portuária e Centro), médio (Rio Comprido, São Cristóvão, Tijuca, Vila Isabel, Inhaúma, Méier, Jacarezinho, Complexo do Alemão e Complexo da Maré) e alto (Ramos).

Juliana acredita que a metodologia aplicada no estudo poderá ser de grande importância para a vigilância em saúde, servindo como instrumento a ser utilizado no processo contínuo de análise de informações sobre ambiente e saúde, sempre com o intuito de orientar a execução de ações de controle de fatores ambientais que interferem na saúde e contribuem para a ocorrência de doenças e agravos.