Estes são os ministros do TSE que têm o futuro de Temer nas mãos

Os sete ministros do TSE têm diante de si um dos casos mais complexos e de maior repercussão da história do tribunal

São Paulo – Dos quatro caminhos possíveis para que o presidente Michel Temer deixe o Palácio do Planalto antes de dezembro de 2018, um começa a ser trilhado a partir desta terça-feira, dia 6 de junho, quando começa o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa vencedora das eleições de 2014.

Os sete ministros da corte eleitoral têm diante de si um dos casos mais complexos e de maior repercussão da história do tribunal. Além de influenciar os rumos do país, o resultado do julgamento de Temer e Dilma Rousseff pode ter impacto na tendência de interpretação da lei de toda a Justiça Eleitoral.

Por essa razão, analistas ouvidos por EXAME.com descartam a hipótese de que o julgamento seja resolvido ainda nesta semana. Para eles, o mais provável é que um dos ministros peça mais tempo para analisar o processo (o pedido de vista, no jargão jurídico) e o julgamento seja interrompido – sem prazo para voltar à pauta.

Segundo o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, os pedidos de vista na corte eleitoral não tendem a se prolongar. Informação confirmada por um ex-magistrado da corte que disse a EXAME.com que, em média, o tempo extra de análise dura cerca de 15 dias.

Na projeção da consultoria Eurásia, a corte ainda não tinha formado maioria sobre o caso até o final da semana passada. As dúvidas sobre o resultado, segundo a consultoria, recaem sobre três ministros: Napoleão Maia, Admar Gonzaga e Tarcisio Vieira.

Os dois últimos acabam de ingressar no corte após escolha de Temer a partir de uma lista tríplice. Eles serão respectivamente o terceiro e quarto a votar.

Maia, que é ministro do STJ e está na corte eleitoral desde 2007, será o segundo a proferir seu voto – logo depois de Herman Benjamin, relator do caso.

A expectativa do Planalto, segundo o jornal Folha de S. Paulo, é de que ele rivalize com Benjamin durante todo o julgamento, seja com argumentos de contraponto, um pedido de vista logo de cara ou com um voto rejeitando a cassação.

A princípio, estão marcadas quatro sessões para que os ministros se debrucem sobre o caso nesta semana. A primeira delas começa às 19h desta terça-feira, 6 de junho.

 (Rodrigo Sanches/EXAME.com/Imagens cedidas pelo TSE/Site EXAME)

Comentários

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  1. Detetive Particular Wilson Teixeira

    Não vamos aceitar que qq um desses ministros use seu cargo para apoiar um bandido na natureza de Temer, se qq um desses pedir vista ou votar a favor de temer … tem que ser investigado e pedir a renuncia do mesmo de imediato…vamos para a rua galera. Sinto nojo desse STF. essa classe é pior que a classe dos políticos…

  2. Detetive Particular Wilson Teixeira

    Não vamos aceitar que qq um desses ministros use seu cargo para apoiar um bandido da natureza de Temer, se qq um desses pedir vista ou votar a favor de temer … tem que ser investigado e pedir a renuncia do mesmo de imediato…vamos para a rua galera. Sinto nojo desse STF. essa classe é pior que a classe dos políticos…

  3. Tadeu Passarelli

    As fotos dos VAGABUNDOS…!!! Isso não são “juizes”, são políticos brasileiros NOMEADOS pelo de plantão, sem credibilidade, sem moral, sem estudo, sem competência… Se tiver algum que PRESTE como pessoa, está misturado com a indigência moral de brasilia. Adeus, país doente….

  4. persianasflaci.blogspot.com

    vai acabar tudo em pizza , só falta escolher o sabor …