Esquema da Petrobras pagou cabeleireiro de Dilma, diz jornal

Segundo Merval Pereira, do jornal O Globo, há informações sobre pagamentos de itens pessoais de Dilma oriundos do esquema de corrupção na Petrobras.

São Paulo – Documentos em posse da Procuradoria-Geral da República revelam que a presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), teria conhecimento das negociações sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Segundo informações do colunista Merval Pereira, do jornal O Globo, os envolvidos na negociação trocavam mensagens em uma rede de e-mails que não era rastreável.

Nas conversas, há informações sobre pagamentos de itens pessoais da petista que seriam oriundos do esquema de corrupção na Petrobras. Entre os custos citados está o do cabelereiro Celso Kamura, responsável pela repaginada no visual da presidente afastada em 2010.

De acordo com o jornal, cada viagem do profissional a Brasília custava R$ 5 mil. 

Em nota, a assessoria de imprensa de Celso Kamura afirmou que os serviços prestados foram contratados e pagos pessoalmente por Dilma Rousseff. 

Veja a íntegra do comunicado:

“Em relação às notícias veiculadas hoje sobre o trabalho de Celso Kamura com a presidente afastada Dilma Rousseff, é fundamental esclarecer que:

– Deslocamentos e atendimentos de corte e coloração prestados à Presidente afastada Dilma Rousseff, mensalmente ou bimestralmente, foram contratados e pagos pessoalmente por ela, não havendo nenhum vínculo com o Governo ou agências de Marketing intermediárias;

– Os serviços para campanhas eleitorais e pronunciamentos oficiais foram contratados e pagos pela empresa Pólis Propaganda e Marketing, que cuidou também de passagens e estadias;

– O valor cobrado para cada trabalho realizado foi muito inferior ao citado nas referidas notícias;

– Foram emitidas notas fiscais para todos estes trabalhos, devidamente declaradas ao Fisco, estando totalmente de acordo com a legislação brasileira;

– Celso Kamura sempre se pautou pela transparência e clareza em toda a sua trajetória profissional”.