EPL mantém data de leilão de trem-bala em setembro

Leilão, que já foi adiada seguidas vezes, ganhou um componente adicional de incerteza depois do acidente com um trem de passageiros na Espanha

Brasília – A data de leilão do trem-bala, que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, está mantida, segundo afirmou o presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, nesta quarta-feira.

Figueiredo ressaltou que não participou de nenhuma discussão para adiar a licitação. “Não recebi nenhuma instrução. A data está mantida. Temos até reuniões com investidores”, disse.

O leilão do projeto está marcado para o dia 19 de setembro. Mas nos últimos dias, a licitação, que já foi adiada seguidas vezes, ganhou um componente adicional de incerteza depois do acidente com um trem de passageiros na Espanha, na semana passada.

O acidente no trem da estatal Renfe na região espanhola de Galícia colocou dúvidas sobre a viabilidade da participação do consórcio espanhol no leilão do projeto brasileiro, já que o edital do trem-bala veta a participação de operadores que estiveram envolvidos em acidente fatal em sistemas de alta velocidade nos últimos cinco anos.

Segundo Figueiredo, o governo espanhol informou ao governo brasileiro, porém, que o acidente ocorreu em uma linha que não era de alta velocidade, o que, em tese, poderia permitir a participação dos espanhóis na disputa.

O consórcio da Espanha, juntamente com o da França, está entre os maiores interessados no projeto brasileiro.

Rodovias

Bernardo afirmou também que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve aprovar nesta quarta-feira, sem pedidos de mudanças, os estudos econômicos que embasaram a proposta de edital do leilão de concessão das BRs 050 (GO/MG) e 262 (ES/MG).

Segundo ele, essa foi a indicação dada pelo TCU ao governo. Com isso, a versão final do edital deve ser publicada até quinta-feira.

O TCU analisa nesta quarta-feira os estudos econômicos usados na elaboração do edital do leilão das duas rodovias, previsto para acontecer em setembro.

O governo precisa do aval do Tribunal para publicar o edital e dar início formal ao processo de licitação.