Empresa de Huck comprou jatinho com ajuda do BNDES, diz jornal

Empréstimo de R$ 17,7 milhões tem juros de 3% e amortização em 114 meses

São Paulo – Uma empresa do apresentador da TV Globo Luciano Huck usou dinheiro do BNDES para comprar em 2013 um jato particular da Embraer. Apesar de negar qualquer intenção de entrar para a política, o também empresário é um dos cotados para se candidatar à Presidência da República neste ano.

Segundo informações do blog Tijolaço e do jornal Folha de S. Paulo, a beneficiária do financiamento de 17,7 milhões de reais é a Brisair Serviços Técnicos e Aeronáuticos Ltda, que tem o apresentador e sua esposa, Angélica Huck, como sócios.

O empréstimo foi contraído em maio de 2013 com juros de 3% ao ano e 114 meses de amortização para o pagamento. A transação teve o banco Itaú como intermediário e foi feita por meio do Programa de Sustentação do Investimento, que financiava investimentos de empresas, compra de bens de capital, exportações e a inovação tecnológica por  meio de juros subsidiados.

Ao jornal Folha de S. Paulo, a assessoria de Huck usa a aeronave duas vezes por semana para gravar seu programa para a TV Globo e que o Finame é um programa de incentivo à indústria nacional, “por isso financia os aviões da Embraer”. Já o BNDES afirmou que as condições para o empréstimo seguiram as regras vigentes na época.

 

 

Comentários

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  1. Renato de Freitas Mangussi

    De uma intenção questionável a publicação desta matéria de forma parcial e pouco esclarecedora. Da forma como a matéria foi divulgada e considerando o contexto atual, é lamentável que o autor bem como os disseminadores continuem estimulando a uma interpretação equivocada dos leitores. Esclareço: o Finame é um programa que está disponível é qualquer cidadão que preencha os requisitos para contratação de financiamentos dele. Ele serve não só para a indústria aeronáutica, mas para diversos outros bens. Não há crime e nenhuma irregularidade utilizar-se desse crédito mesmo sendo milionário e tendo enorme popularidade. Pergunto: qual foi a real intenção do autor em divulgar esse matéria de qualidade e conteúdo muito raso, típico de um jornalista desqualificado?

  2. ViP Berbigao

    Q bonito doto Hulk?!?!! Usando dinheiro público subsidiado com o sangue e a vidas do povão q morre no SUS e de bala perdida??!!! Na verdade começou bem sua habilitação à vida pública… O Estado existe para servir aos ricos desse país!!! Cambada de vagabundos. Tem q fechar o BNDES!!! Bco público para empresário rico é crime de lesa pátria!!! Vão ser competitivos e capitar dinheiro no mercado. Mas qual banco de verdade vai emprestar para incompetentes?!?!

  3. ViP Berbigao

    Mas tu és puxa-saco peba mesmo. No mínimo o cara pegou emprestado do banco público a 3% ao ano com prazo de carência de uns 7 anos para começar a pagar. E como não é trouxa aplicou no mercado financeiro a 1% ao mÊs!!! Tá contente agora manezão?!?! Ou vc tb é um cara super ético e faz igual ele!?!?!?

  4. Jorge Lima Daou

    E daí? O financiamento foi irregular? Está em atraso?
    É ilegal ou imoral pega financiamento no BNDES?
    O juro negativo do BNDES é imbecilidade criada pelo genial Luciano Coutinho e sua ptchurma!

    É impressionante o aviso nível desses estagiários que a Abril tá contratando!

  5. Jorge Lima Daou

    E daí? O financiamento foi irregular? Está em atraso?
    É ilegal ou imoral pega financiamento no BNDES?
    O juro negativo do BNDES é imbecilidade criada pelo genial Luciano Coutinho e sua ptchurma!

    É impressionante o baiox nível desses estagiários que a Abril tá contratando!

  6. Ailton Marques

    Que decepcionante: não basta um sujeito que já tem grande influência sobre a opinião pública, devido à profissão de artista, se candidatar a presidente da República, num ato de covardia política, esse sujeito ainda usa de expedientes oportunistas, pouco se lixando se um trabalhador normal tem de pagar 20 ou 30% de juros anuais para comprar um veículo básico. Ou a notícia é mentira – ele fez questão de pagar juros como um cidadão comum?
    Um candidato, no mínimo, se pronunciaria contra esses privilégios mantidos com o dinheiro público.