Em propaganda eleitoral, mulher de Bolsonaro “suaviza” a imagem do marido

Na peça publicitária, ela descreve o marido como um homem que tem "um brilho no olhar diferenciado, um cara humano, que se preocupa com as pessoas"

Rio – Discreta durante toda a campanha, Michelle Bolsonaro, mulher do presidenciável do PSL, apareceu pela primeira vez nesta quinta-feira, 25, na propaganda eleitoral na televisão, com a missão de “suavizar” a imagem do marido.

Mãe da filha caçula de Jair Bolsonaro, de oito anos, Michelle o descreve como um homem que tem “um brilho no olhar diferenciado, um cara humano, que se preocupa com as pessoas”.

Mostrada como alguém ligada às causas das pessoas com deficiência, uma mulher “forte e sensível”, que “estará junto com Jair Bolsonaro trabalhando pelo Brasil”, Michelle diz no programa que o marido “é muito brincalhão, natural, dado, um ser humano maravilhoso”.

Sua fala reforça a narrativa de que posturas preconceituosas do candidato, externadas reiteradamente em entrevistas e vídeos em seus quase 30 anos de vida pública, são apenas piadas e não irão se refletir em decisões em um eventual governo seu.

“Quem conhece e convive sabe que ele é assim. É o meu amor, né?”, ela continua, sorrindo, na propaganda. Até aqui, a mulher de Bolsonaro pouco aparecia ao lado dele nas agendas de rua. Foi uma forma de blindá-la do polarizado cenário eleitoral.

Evangélica praticante, Michelle tem ligação com a comunidade surda. No programa na TV, contou que aprendeu a Linguagem Brasileira de Sinais sozinha, por ter um tio surdo. Recentemente, Bolsonaro se encontrou com representantes de grupos de pessoas com deficiência, por seu intermédio. Ele assinou um compromisso de propor políticas públicas que melhorem a condição de vida dessa parcela da população caso seja eleito, o que também foi filmado e exibido.

Bolsonaro e Michelle têm uma diferença de idade de 27 anos. Os dois se conheceram na Câmara dos Deputados, em 2007. Natural do Distrito Federal, ela era uma jovem secretária e ele, um parlamentar com experiência. O deputado a levou para trabalhar em seu gabinete, mas um ano depois a exonerou, por conta da decisão do Supremo Tribunal Federal proibindo nepotismo.

A festa de casamento foi realizada em 2013. A cerimônia, numa casa de festas do Rio, foi presidida pelo pastor evangélico Silas Malafaia.

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