Em Brasília, o ano já terminou para o Congresso

ÀS SETE - Último ato de deputados federais e senadores no ano é, geralmente, a aprovação do Orçamento do ano seguinte, ação que já ocorreu

São muitas as vantagens de ser um parlamentar no Brasil, mas uma delas é antecipar o serviço para estender o recesso.

O último ato de deputados federais e senadores no ano é, geralmente, a aprovação do Orçamento do ano seguinte.

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Na última quarta-feira, ficou decidido o valor de 3,5 trilhões de reais para as receitas e as despesas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, incluindo o fundo de 1,7 bilhão de reais para o fundo para as campanhas eleitorais de 2018.

Caso um milagre aconteça e parlamentares retornem a Brasília para esta semana, algumas pautas estão pendentes para votação.

Entre elas, estão o projeto de regulamentação do lobby, o pedido de urgência para deliberação de um projeto de lei que aumenta possibilidade de participação de capital estrangeiro em companhias aéreas e a reoneração da folha de pagamento de alguns setores, medida protocolada pelo governo que reforçaria o caixa da União.

Há também o eterno jogo de convencimento para fazer tramitar a reforma da Previdência. Ontem, em Brasília, o presidente Michel Temer recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, para discutir novas concessões que o governo estuda dar para destravar mais votos favoráveis às mudanças nas aposentadorias.

A má notícia? As concessões são de extensão do recebimento de salários na íntegra para inativos de categorias de servidores públicos, o principal gargalo da reforma e que o governo prometia combater.

Em outra frente, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, trabalha para que não haja rebaixamento do Brasil nas agências de risco.

Como revela reportagem de EXAME deste fim de semana, duas das agências confirmam que devem rever o rating brasileiro.

Aguardam apenas uma resposta satisfatória sobre a viabilidade da Previdência e um plano B, caso não saia. Meirelles terá que montar uma boa história para convencer os avaliadores de que tais concessões serão contornadas no ralo que são as finanças previdenciárias.

A ação, nos próximos dias, ocorrerá fora de Brasília.