Eleição na quarta; Cunha na Odebrecht…

Eleição na quarta

O governo fechou neste domingo um acordo para que os deputados realizem a eleição para a presidência da Câmara às 19h desta quarta-feira. É um caminho do meio numa queda de braço. Os partidos do chamado Centrão queriam a eleição na terça-feira; Waldir Maranhão, presidente interino da Casa, na quinta. O maior receio do Planalto é que, em virtude do início do recesso na sexta-feira, uma sessão na quinta não tivesse o quórum necessário, jogando a decisão para agosto. Uma eleição na terça favoreceria Cunha, porque coincide com dia de decisão na Comissão de Constituição e Justiça que pode derrubar sua última tentativa de segurar o processo contra ele.

Ficha suja

Quatro dos favoritos à sucessão de Eduardo Cunha na presidência da Câmara enfrentam algum tipo de processo judicial, um deles está citado na Lava-Jato e outro viu uma série de crimes prescreverem. O favorito do Planalto, Rogério Rosso (PSD-DF) é investigado por no TRF-DF por peculato e já foi indiciado por corrupção eleitoral. Outro dos principais cotados, Beto Mansur (PRB-SP) foi condenado a pagar indenização por trabalho análogo à escravidão e é alvo de dois inquéritos por crimes contra a administração pública. Esperidião Amin (PP-SC), Heráclito Fortes (PSB-PI), Jovair Arantes (PTB-PI), Hugo Leal (PSB-RJ) e Fausto Pinato (PP-SP) são os outros enrolados. O levantamento é do jornal O Estado de S. Paulo.

Cunha na Odebrecht

Em delação premiada, o ex-vice-presidente da Caixa, Fábio Cleto, afirmou aos investigadores da Lava-Jato que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) era próximo da construtora Odebrecht e pedia para que o banco apoiasse “praticamente todas as operações” da companhia. Cleto afirmou que Cunha recebeu propina de 42 milhões de reais na obra do Porto Maravilha, no Rio, que foi realizada por um consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia. Cleto foi indicado por Cunha para a Caixa.

Cachoeira em casa

O TRF decidiu que Carlinhos Cachoeira, Fernando Cavendish e outros três presos da operação Saqueador, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro, podem cumprir prisão em casa mesmo sem tornozeleira eletrônica. Eles continuavam em regime fechado porque o estado do Rio, em crise financeira profunda, não tinha dinheiro para comprar as tornozeleiras eletrônicas. Os cinco liberados serão monitoras pela polícia.

Mais prazo

As concessionárias de grandes aeroportos vão ganhar um prazo extra para pagar suas parcelas anuais ao governo federal, segundo o jornal Valor. As operadoras de Guarulhos, Brasília e Viracopos tinham até esta terça-feira para pagar 1,4 bilhão de reais ao Tesouro, mas afirmaram não ter caixa. O pagamento ficou para dezembro. Neste domingo, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente interino Michel Temer afirmou que estuda privatizar os dois aeroportos mais rentáveis do país, Congonhas e Santos Dumont, num esforço para fechar a meta fiscal fixada para 2017.

Em busca de comida

Cerca de 35.000 venezuelanos cruzaram a fronteira com a Colômbia neste domingo para comprar alimentos e remédios nas cidades de La Parada, Cúcuta e Villa del Rosario, aproveitando uma abertura de 12 horas na passagem, fechada há 11 meses por ordem do presidente venezuelano Nicolás Maduro. É mais um sinal da crise profunda de abastecimento na Venezuela. Na semana passada, os governos dos dois países retomaram conversas para reabrir a fronteira de 2.200 quilômetros.

Euro sem ataques

O Ministério do Interior francês celebrou a ausência de ataques terroristas na Eurocopa, o torneio de seleções de futebol do continente, encerrado ontem. O esquema de segurança montado para a final, ontem, foi o maior da história de Paris, com 3.400 policiais atuando somente na avenida Champs-Elysées. Durante um mês, 2,4 milhões de torcedores forma aos estádios em todo o país. O governo calcula que o país arrecadou cerca de 1,26 bilhões de euros com o torneio. Faltou, porém, a comemoração final. Os franceses perderam a decisão para Portugal, com um gol marcado na prorrogação.

Protestos nos EUA

Uma série de protestos contra a violência policial tomou conta de várias cidades americanas neste fim de semana. Os maiores protestos foram em Louisiana e no Minnesota. Mais de 250 pessoas foram presas. Em visita a Espanha, o presidente Barack Obama defendeu o direitos das pessoas de se manifestar, e disse que vai a Dallas nesta terça-feira prestar homenagem aos policiais mortos. No fim de semana, a polícia utilizou um robô com explosivos para matar o atirador de Dallas, levantando intenso debate sobre os métodos utilizados.