Melhor que não fazer nada, diz Alckmin sobre cortes de Dilma

"É claro que essas mudanças são pequenas do ponto de vista econômico, mas é melhor do que não fazer nada, ajuda", disse o governador de SP

São José da Bela Vista – O governador Geraldo Alckmin criticou a reforma ministerial e os cortes anunciados pela presidente Dilma Rousseff no governo federal. “É claro que essas mudanças são pequenas do ponto de vista econômico, mas é melhor do que não fazer nada, ajuda.” Para ele, é preciso ter foco no crescimento, mas o que está faltando é confiança no governo. “Tem uma crise política que também atrapalha a crise econômica”, completou.

Alckmin falou ainda que a crise não é mundial, mas brasileira. “Esta crise é made in Brazil, made in governo federal, mande in PT”, afirmou. Segundo o governador, é necessário diminuir o tamanho do governo e procurar gastar menos com ministérios e secretarias. “Porém, o que precisa mesmo é a economia voltar a crescer, o país não pode ter mais um ano de PIB negativo”.

Questionado se ele e o PSDB ainda apoiam o pedido de impeachment, Alckmin pediu um tempo. “Nós defendemos o cumprimento da Constituição, se os fatos comprovarem irregularidades ou crime, o impeachment é previsto na constituição brasileira. É preciso analisar mais à frente.

Protesto

As declarações do governador foram feitas neste sábado, 3, em São José da Bela Vista (SP), onde ele autorizou a construção de um Parque Ecológico no valor de R$ 1,8 milhão. Durante sua estadia na cidade, Alckmin foi alvo de um protesto dos professores da rede estadual.

Os docentes reclamam das mudanças nas escolas, com a separação dos alunos por faixa etária. Com faixas e cartazes, um grupo cerca de 20 professores também distribuiu panfletos no qual garantem que essas medidas não colaboram com o ensino.

Melhoria

Já o governador garantiu que a reorganização é para melhorar a qualidade do ensino. “O que nós queremos é o máximo possível de escolas com professor efetivo, porque com professor assim ela tem melhor desempenho”.

Segundo ele, a ideia é separar as escolas por ciclo. “Não pode ter aluno de 6 anos com aluno de 16”, exemplificou. “É para melhorar a qualidade da educação, esse é o foco da reorganização”.