É Meirelles; 4 mi para Cunha…

Além da corrupção

O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, favorito ao ministério da Justiça em um eventual governo de Michel Temer, disse ao jornal Folha de S. Paulo que a Polícia Federal deve ter prioridades além do combate à corrupção. “O crime organizado está tomando conta do país e as polícias estaduais não dão conta”, afirmou. Ele também criticou as delações premiadas de presos na Lava-Jato. Investigadores têm criticado sua possível nomeação.

É Meirelles

O Ibovespa subiu 2,35% nesta terça-feira influenciado pelas especulações sobre o ministério da Fazenda em um eventual governo do vice-presidente Michel Temer. Temer está disposto a aceitar a exigência feita pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles de ter autonomia para indicar o próximo presidente do BC. Meirelles é apontado como o nome preferido do mercado financeiro para ocupar a Fazenda.

Juntos no crime?

O lobista Fernando Soares, o Baiano, preso na Lava-Jato e que já fez uma delação premiada, disse nesta terça-feira que esteve pessoalmente com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, “mais de dez vezes”, e que repassou a ele um total de 4 milhões de reais. Os encontros se deram no gabinete do parlamentar, sua casa e o escritório político no Rio. Baiano foi ouvido pelo Conselho de Ética da Casa no processo de cassação de Cunha. Segundo o lobista, ele pediu ajuda ao peemedebista para cobrar propinas atrasadas de outro lobista, Júlio Camargo. Baiano disse desconhecer a existência de contas do deputado na Suíça.

Cronograma fechado no Senado

No Senado, o presidente da Comissão Especial do Impeachment, Raimundo Lira, confirmou que o parecer do relator Antonio Anastasia será votado pelos membros da comissão no dia 6 de maio. Tanto Lira quanto Anastasia foram eleitos nesta terça-feira para os cargos. A comissão funcionará de segunda a sexta-feira. Na quinta-feira 28, os denunciantes, os juristas Janaína Paschoal, Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, serão ouvidos. No dia seguinte, será a vez do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que defenderá a presidente Dilma Rousseff.

Cassação à vista

O senador Delcídio do Amaral não compareceu pela quarta vez para depor no Conselho de Ética do Senado. O objetivo da sessão era que ele esclarecesse as acusações de seu envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras e de obstrução das investigações da Lava-Jato. Com a nova ausência, os integrantes do Conselho decidiram encerrar a fase de produção de provas e agendar para a próxima semana a votação do parecer final sobre a cassação de Delcídio. Antes de ir ao Plenário, o relatório passará pela Comissão de Constituição e Justiça, que avaliará sua legalidade.

Golpe?

A presidente Dilma Rousseff voltou a tratar o processo de impeachment contra seu mandato como um golpe. Em Salvador, disse que se trata de uma “tentativa de eleição indireta” e que “querem sentar na minha cadeira sem voto”. Atacou um possível governo do vice-presidente Michel Temer afirmando que ele cortará programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

Investimentos caem

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no primeiro trimestre caíram 46% na comparação anual. O valor foi de 18 bilhões de reais, impactado pela economia em recessão e pela pouca confiança de empresários. Descontando a inflação, esse foi o pior resultado para o período desde 2006. Os setores mais afetados foram: infraestrutura (-51%), comércio e serviços (-51%), indústria (-48%) e agropecuária (-11%).

Trump e Hillary na frente

O republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, favoritos na corrida presidencial americana, conquistaram vitórias importantes nas primárias desta terça-feira. Trump venceu os cinco estados em disputa. Hillary levou quatro, e perdeu Rhode Island para o senador Bernie Sanders. Trump precisa manter o ritmo para chegar ao número mínimo de delegados antes da convenção republicana, em julho. Entre os democratas, a situação está praticamente decidida, mas Sanders não admite abandonar a disputa.

Má notícia na Apple

Em relatório trimestral divulgado nesta terça-feira, a empresa de tecnologia Apple revelou que a venda de iPhones caiu pela primeira vez desde seu lançamento em 2007. As vendas do aparelho diminuíram de 61,2 milhões, no passado, para 51,2 milhões, neste ano. O faturamento do período foi de 50,6 bilhões de dólares, um declínio de 12% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. É oficialmente a primeira queda no faturamento trimestral na comparação ano a ano em 13 anos.