Dupla de youtubers é paga para defender o governo

No filme, Lukas Marques e Daniel Molo, dois jovens com mais de sete milhões de inscritos, defendem a reforma no ensino médio

Atualmente, quem mais consegue conversar com os jovens são os youtubers, e até o governo de Michel Temer sabe disso. Para explicar as controversas mudanças no ensino médio, o canal Você Sabia? foi convidado para contar “Tudo que você precisa saber sobre o ensino médio”.

No filme, que custou R$ 65 mil para a federação, Lukas Marques e Daniel Molo, dois jovens com mais de sete milhões de inscritos, defendem a reforma educacional em mais de sete minutos de vídeo.

A abordagem positiva da alteração é tão grande que chega um ponto em que o apresentador diz “Se eu tivesse que fazer o ensino médio e soubesse dessa mudança eu ficaria muito feliz”.

Em defesa ao anúncio encomendado pela Digital Star que gerou questionamentos na internet, Molo disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que “A gente já ia fazer um vídeo sobre o novo ensino médio. Como recebemos a proposta, decidimos aceitar”.

Confira abaixo as reações dos usuários no Youtube e o vídeo que as gerou:

 

Reação youtubers

 (/Reprodução)

Este conteúdo foi originalmente publicado no portal AdNews.

Em nota a EXAME.com, a agência Digital Stars, que intermediou o contato com o Ministério da Educação, diz que “os influenciadores que participaram da campanha do Ministério da Educação seguiram as normas do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) em seus vídeos sobre a reforma do Ensino Médio. Entre estas orientações está a notificação no vídeo postado pelo influenciadores de que se trata de material publicitário na descrição e na ferramenta do YouTube.”

Além disso, a agência coloca que “uma das condições incluídas por contrato para a realização da campanha é que os  influenciadores têm total liberdade quanto ao teor de suas opiniões sobre a reforma do Ensino Médio, sem a necessidade de seguir qualquer roteiro ou diretriz política a respeito do tema. Tanto a agência de publicidade que contratou o influenciador quanto o Ministério concordaram com essas condições. Como é praxe nesse tipo de contrato, não estamos autorizados a revelar valores envolvidos na negociação.”