Doria volta atrás; Garotinho transferido…

Doria volta atrás

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), estuda reajustar a tarifa de ônibus da cidade para 4,40 reais, contrariando promessas de campanha de não mexer no valor de 3,80. Doria também planeja cortar a gratuidade para maiores de 60 anos, já que o estatuto do idoso prevê o benefício apenas a maiores de 65 anos. Em outra volta atrás nas promessas, segundo o jornal Folha de S. Paulo, o futuro prefeito também deve manter o limite de velocidade nas marginais em 50 km/h, e aumentar o limite para 60 km/h apenas em alguns trechos.

Garotinho transferido

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho, preso ontem pela Polícia Federal acusado de compra de votos nas eleições municipais deste ano, foi transferido para o complexo penitenciário de Bangu. Ele protestou muito ser colocado na ambulância, afirmando que a Justiça queria que ele morresse na prisão. Funcionários do hospital Souza Aguiar afirmaram que o ex-governador estava recebendo regalias.
Ainda não se sabe se Garotinho vai ser liberado para fazer um exame de cateterismo marcado para segunda-feira.

Alberto Youssef em casa

O doleiro Alberto Youssef foi encaminhado nesta quinta-feira para prisão domiciliar. Ele estava preso em Curitiba desde 17 de março de 2014, quando aconteceu a primeira fase da Operação Lava-Jato. Ele foi condenado, até agora, a mais de 121 anos de prisão, mas celebrou acordo de delação premiada com o Ministério Público. Youssef é tido como uma das peças-chave da Lava-Jato por ter aberto praticamente todo o caminho das operações financeiras utilizadas para corrupção. Pelos próximos quatro meses, enquanto ainda utilizará tornozeleira eletrônica, ele ficará preso em sua casa, no bairro nobre da Vila Nova Conceição, em São Paulo.

Yellen derruba bolsa

O Ibovespa voltou a cair nesta quinta-feira com as falas da presidente do banco central americano, Janet Yellen, confirmando que a alta dos juros no país deve ocorrer em breve. O índice brasileiro recuou 1,63%, voltando aos 59.700 pontos. Yellen disse que o aumento dos juros “pode se tornar apropriado relativamente em breve”. Yellen mandou um recado ao presidente eleito, Donald Trump: “Vimos resultados terríveis em países onde os bancos centrais estão sujeitos a pressões políticas”. “Às vezes, os bancos centrais precisam fazer coisas que não são imediatamente populares em prol da saúde econômica”, completou.

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Como ajudar o Rio?

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo federal estuda medidas para ajudar os estados com situação financeira difícil, como o Rio de Janeiro. Entre elas estaria a emissão de títulos pelos governos estaduais. Segundo o ministro, empréstimos poderiam ter como garantia royalties do petróleo, no caso fluminense, ou ativos de empresas estatais. “O que não podemos fazer é uma tentativa de diminuir o problema dos estados e prejudicar o ajuste fiscal da União”, afirmou.

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Azul na BM&FBovespa?

A companhia aérea Azul planeja abrir o capital na bolsa brasileira no primeiro bimestre de 2017. A informação é da agência de notícias Reuters, que afirma que a companhia está concluindo a documentação necessária para protocolar nas próximas semanas o pedido de registro para uma oferta inicial de ações. Segundo a notícia, a companhia e os assessores financeiros estão aguardando a redução da volatilidade do mercado financeiro. A companhia pretende reforçar o caixa no momento em que começa a receber aeronaves de maior porte, principalmente para viagens internacionais.

Abe encontra Trump

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe chegou a Nova York para um encontro com o presidente americano eleito Donald Trump na noite desta quinta-feira. Será a primeira reunião oficial de Trump com um líder internacional. Antes de deixar Tóquio, Abe afirmou que quer construir uma relação de confiança com o futuro presidente americano. Durante a campanha, o magnata chegou a afirmar que aliados deveriam pagar pela ajuda militar que recebem dos Estados Unidos – como é o caso do Japão, que possui uma pequena força defensiva e é depende dos americanos no setor desde a Segunda Guerra.

O futuro de Merkel 

Em visita à Europa, o presidente americano, Barack Obama, reuniu-se em Berlim com a chanceler alemã, Angela Merkel. Quando perguntado se queria que a colega concorresse à reeleição pela quarta vez, Obama disse que Merkel tem sido uma aliada “excepcional”. Apesar dos elogios, Merkel não confirmou se vai concorrer após 11 anos no poder — sua decisão deve ser anunciada neste domingo. Na sexta-feira, os dois devem se encontrar com a premiê britânica, Theresa May, o premiê espanhol, Mariano Rajoy, o premiê italiano, Matteo Renzi, e o presidente francês, François Hollande.

Obama: Trump deve enfrentar a Rússia

Durante o encontro em Berlim, Merkel e Obama também discutiram as recentes tensões com a Rússia. O presidente americano afirmou que espera que seu sucessor, o republicano Donald Trump, esteja disposto a “enfrentar a Rússia” quando o país se desviar dos “valores” e das “normas internacionais”. Trump elogiou o presidente russo, Vladimir Putin, diversas vezes durante sua campanha. Os russos desagradaram ao Ocidente ao anexar em 2014 a Crimeia, ex-território ucraniano, e ao apoiar o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, contra os rebeldes no país.