Doria: privatizações; Mulheres na política…

O plano de Doria

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria, concedeu uma bateria de entrevistas nesta segunda-feira, oportunidade que usou para reforçar algumas de suas propostas. Defendeu a “desestatização”, com venda do Parque Anhembi e Autódromo de Interlagos, além de concessão do Pacaembu. Disse que a saúde é prioridade “1, 2 e 3” e voltou a afirmar que as velocidades nas Marginais Tietê e Pinheiros serão elevadas logo no início de seu governo.

—-

Mais críticas


O vice-presidente nacional do PSDB e ex-governador, Alberto Goldman, reiterou as críticas feitas ao prefeito eleito de São Paulo, João Doria. “Não vou abrir mão da minha visão crítica, (…) no meu entender houve mesmo abuso de poder, não volto atrás”, disse em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias e tempo real do jornal O Estado de S. Paulo. Antes da eleição, Goldman disse em resposta a seus leitores que “de maneira nenhuma” recomendava o candidato-empresário. Doria foi inclusive denunciado ao Ministério Público do Estado por Goldman e pelo senador José Aníbal por suposta compra de votos nas prévias tucanas.

—-

Ninguém quer o PMDB

Na disputa carioca, sobraram farpas dos classificados para o segundo turno contra o derrotado Pedro Paulo. O peemedebista indicou que não daria apoio nem a Marcelo Crivella (PRB), nem Marcelo Freixo (PSOL) no pleito. E nem seria preciso. Crivella disse que “não tem intenção” de pedir o apoio do PMDB. Freixo subiu o tom ainda mais: “se eu fosse defensor de bandido, eu me candidataria pelo PMDB”.

—-

O recado de Temer

Em viagem à Argentina, para encontro com o presidente Mauricio Macri, o presidente Michel Temer comentou as eleições municipais deste domingo. O peemedebista disse que o alto número de abstenções no pleito, que chegou a 17,58% em todo o país, é “um recado à classe política”. Em números absolutos, 25 milhões de eleitores deixaram de votar, dado superior a 2008 e 2012. Em nove cidades, o índice de ausência passou de 30%. “É uma mensagem para que a classe política reformule costumes inadequados. Vejam o candidato em São Paulo que se elegeu no primeiro turno e falava que era gestor, não político”, disse Temer.

—-

Renan: PGR pede urgência

Segundo o site de VEJA, o Supremo Tribunal Federal ainda não apreciou denúncia enviada pela Procuradoria-Geral da República há três anos contra o presidente do Senado, Renan Calheiros. O parlamentar é acusado de ter praticado os crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso em investigação de 2007, quando supostamente utilizava um lobista de uma empreiteira para bancar despesas pessoais da jornalista Mônica Veloso. A PGR pediu urgência para apreciação do caso, por medo de prescrição.

—-

Receita fecha o cerco

A Receita Federal pretende recuperar ao menos 16 bilhões de reais aos cofres públicos em três operações de auditoria, cobrando compensações indevidas de tributos, fraudes com títulos públicos usados para pagamento de débitos e ações judiciais vencidas pelo Fisco. Aos quase 800 investigados, haverá multa de 50% sobre os débitos indevidos e, para fraudes, as multas serão de 150%.

—-
Mulheres na política

Depois de tanta discussão sobre a representatividade feminina na política, o número de vereadoras em São Paulo mais que dobrou. A notícia seria ainda melhor não fossem tão poucas as representantes na legislatura passada. Eram 5, agora são 11. O número equivale a cerca de 20% das 55 cadeiras. As escolhidas foram Patricia Bezerra (PSDB), Soninha Francine (PPS), Edir Sales (PSD), Juliana Cardoso (PT), Sandra Tadeu (DEM), Rute Costa (PSD), Noemi Nonato (PR), Adriana Ramalho (PSDB), Aline Cardoso (PSDB), Janaina Lima (Novo) e Sâmia Bomfim (PSOL).