Doações de sangue no Hemorio tem queda de 15% neste início de ano

Centro de doeação alerta que nas férias costumam ocorrem muitos acidentes, as pessoas viajam mais e, por isso, é necessário ter uma reserva de sangue maior

Depois de um aumento de 30% no total de bolsas coletadas no ano passado, em comparação a 2016, o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), órgão da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, enfrenta neste início do ano redução de 15% do número de doadores em relação ao mesmo período do ano passado.

“No Brasil inteiro, tradicionalmente, há uma queda no número de doações nesta época do ano, porque as pessoas estão de férias, há muito calor, no Rio de Janeiro o calor é intercalado com chuvas, com tempestades de verão. Tudo isso diminui muito o número de doações”, disse hoje (3) à Agência Brasil o diretor-geral do Hemorio, Luiz Amorim. Ele observou, no entanto, que este ano a diminuição está um pouco maior que o habitual.

Amorim lembrou que, nas férias, costumam ocorrem muitos acidentes, as pessoas viajam mais e, por isso, é necessário ter uma reserva de sangue adequada. “Com o número atual de doadores, isso está bem complicado”, disse.

Coleta móvel

Em 2017, o Hemorio recebeu mais de 106 mil candidatos à doação e coletou 79.788 bolsas de sangue.

Segundo Luiz Amorim, o resultado foi recorde na história do órgão, devido, em especial, ao sistema de coleta móvel que funciona de segunda-feira a sábado, com duas equipes, que se deslocam ao encontro dos potenciais doadores.

“Isso tem nos ajudado muito porque as pessoas estão cada vez com mais dificuldade de sair do seu local de trabalho para vir até o centro do Rio”.

De acordo com ele, a adesão é muito grande nas universidades e empresas. O problema, ressaltou Amorim, é que nesta época do ano os universitários estão de férias e muitas empresas concedem férias coletivas, o que reduz a coleta.

“A gente não consegue fazer essas coletas móveis também nas primeiras semanas do ano”. Em 2016, foram mais de 84 mil candidatos e 62 mil bolsas coletadas.

O diretor-geral do Hemorio esclareceu que nem sempre o número de candidatos significa a mesma quantidade de bolsas de sangue coletadas.

Em geral, há uma redução entre 20% e 25%, porque muitas pessoas que se apresentam não podem doar por razões diversas, como ter passado por uma cirurgia recentemente.

Expectativa

Para 2018, a expectativa de Luiz Amorim é chegar a 90 mil bolsas coletadas. “Seria um aumento superior a 10%. Nós estamos trabalhando muito para chegar a esse resultado.

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos, que pesem mais de 50 quilos e estejam bem de saúde. Os interessados devem comparecer ao Hemorio portando documento de identidade oficial com foto.

Jovens com 16 e 17 anos só podem doar sangue com autorização dos pais ou responsáveis legais. O modelo da autorização está disponível no site do Hemorio.

Luiz Amorim lembrou que não é necessário estar em jejum. Os doadores devem apenas evitar comer alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e não tomar bebidas alcoólicas 12 horas antes.

Mais informações podem ser obtidas no Disque Sangue, que atende pelo número gratuito 0800 282 0708, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Existem ainda outras 26 unidades de coleta distribuídas pelo estado, cujos endereços podem ser obtidos também no Disque Sangue.

O Hemorio está localizado na Rua Frei Caneca, 8, região central do Rio, e funciona diariamente, das 7h às 18h, incluindo sábados, domingos e feriados.