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ÀS SETE - Segundo relatório do FMI, a incerteza das eleições no Brasil deve impactar no desempenho da economia

Eleições atrapalham economia

A incerteza das eleições no país deve impactar no desempenho da economia. É o que afirma um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado nesta quinta-feira. Para o FMI, os investimentos no Brasil devem ser postergados ou reduzidos na expectativa do resultado das eleições, principalmente se os candidatos que liderarem as pesquisas não se comprometerem com agendas de ajuste fiscal e reformas como a da Previdência e a tributária. Recentemente, o FMI elevou a expectativa de crescimento do Brasil de 1,5% para 1,9% em 2018.

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Dívida pública em 3,55 trilhões de reais

A dívida pública federal, que inclui os endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior, teve aumento de 14,3% em 2017, para 3,55 trilhões de reais, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta quinta-feira. Trata-se do maior patamar da série histórica, que começou em 2004. Do aumento total de 447,15 bilhões de reais em 2017, 328,14 bilhões de reais referem-se às despesas com juros da dívida pública e 119 bilhões de reais se referem à emissão líquida (acima do volume de resgates) de títulos públicos no mercado.

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Dívida em 74,8% do PIB

A Secretaria do Tesouro Nacional estima que a dívida bruta do governo geral, que inclui tanto a dívida federal como dos estados e as compromissadas, chegue a 74,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2018. Essa porcentagem, pela projeção, crescerá em 2019 para 76,8% e chegará a 79,2% em 2026. As estimativas estão no Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública, divulgado nesta quinta-feira. A estimativa leva em consideração o cumprimento da regra do teto de gastos, que estabelece limite para o aumento das despesas federais a cada ano. Além disso, considera a devolução de 130 bilhões de reais de títulos públicos do BNDES ao Tesouro. Apenas essa medida reduz o endividamento em 1,8% do PIB.

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Confiança melhora

O Índice de Confiança do Comércio, medido pela Fundação Getúlio Vargas, avançou 0,2 ponto de dezembro de 2017 para janeiro deste ano e chegou a 95,1 pontos. É o maior nível desde julho de 2014 (95,4 pontos). Onze dos 13 segmentos comerciais pesquisados tiveram aumento no Índice de Confiança. Segundo a FGV, a alta em janeiro foi influenciada pela melhora dos indicadores que medem a satisfação com a situação atual, que vem sendo sustentada por fatores como a inflação baixa, recuperação gradual do mercado de trabalho e evolução da confiança dos consumidores. O Índice de Situação Atual avançou 2,4 pontos e atingiu 88 pontos. Por outro lado, a confiança dos empresários em relação ao futuro recuou, já que o Índice de Expectativas caiu 2 pontos no mês, chegando a 102,4 pontos.

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Ajustes urgentes

O Supremo Tribunal Federal deve acelerar o julgamento do cumprimento de pena permitido para réus condenados em segunda instância. O caso suspenso bate de frente com a possibilidade de prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região nesta quarta. Em 2016, o Supremo decidiu antecipar a execução das penas em caráter liminar, mas parte dos ministros mudaram o entendimento e pediram que o tema fosse reexaminado. Além de ministros que mudaram de ideia, houve troca na composição da Corte com a morte de Teori Zavascki. O ex-ministro votou a favor da mudança, que venceu por 6 a 5.

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Febre amarela

Começou nesta quinta-feira a campanha emergencial de vacinação fracionada contra a febre amarela em São Paulo. Os postos de saúde voltaram a registrar enormes filas. Os cidadãos também estavam desinformados das novas regras para vacinação, em que é necessário receber uma senha prévia para se vacinar. Muitos foram aos postos na madrugada, ficaram na espera e precisaram voltar para casa. A zona sul foi a última região inserida no mapa das áreas com risco de contaminação de um macaco no zoológico da cidade. As senhas de vacinação passaram a ser distribuídas pela prefeitura nesta quarta-feira. Quem ainda não recebeu a senha e não é cadastrado em nenhum posto de saúde da capital, pode procurar uma unidade mais próxima de casa durante a vigência da campanha.

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Cristiane Brasil

A deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) continua à espera de uma decisão que destrave sua nomeação ao Ministério do Trabalho. Ao jornal Folha de S. Paulo, ela diz que “vai lutar até o fim” por seus “direitos políticos e de cidadã”. “Confio que o governo defenderá minha indicação e também no direito do presidente Temer de indicar quem escolher, conforme determina a Constituição. Serei leal ao governo até o fim”, afirmou Cristiane ao jornal. A bancada do PTB na Câmara começou a pressionar Roberto Jefferson, presidente do partido, a indicar o nome de Alex Canziani (PTB-PR) para o posto se o Supremo não liberar a nomeação de Brasil até a próxima semana.

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Sem Oprah em 2020

A apresentadora americana de TV Oprah Winfrey disse que não tem interesse em se candidatar à presidência dos Estados Unidos em 2020. A informação foi publicada nesta quinta-feira pela revista InStyle, após semanas de especulação e pedidos para que Oprah concorresse, depois de ela ter realizado um discurso aclamado durante a premiação do Globo de Ouro. “Não é algo que me interessa. Eu encontrei com uma pessoa no outro dia que disse que me ajudaria com a campanha. Isso não é para mim”, disse a apresentadora.

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Venezuela: no fundo do poço e cavando

A economia da Venezuela deve encolher 15% neste ano e a inflação do país pode chegar até 13.000%, alertou nesta quinta-feira o economista-chefe do FMI para a América Latina, Alejandro Werner. Se a previsão for confirmada, a economia do país com a maior indústria petroleira da América do Sul somaria uma retração de quase 50% nos últimos seis anos. De acordo com o FMI, o PIB da Venezuela já fechou em queda de 16,5% em 2016 e, no ano passado, caiu 14%, segundo dados preliminares. As estimativas indicam que a inflação em 2017 ficou acima de 2.400%. O cenário na Venezuela é o resultado de “distorções microeconômicas significativas e desequilíbrios macroeconômicos exacerbados pelo colapso das exportações de petróleo”, disse Werner.

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Atletas russos, agora “neutros”

A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) autorizou nesta quinta-feira que 18 atletas da Rússia possam competir como “neutros” em 2018, já que a federação esportiva do país segue suspensa por um esquema de doping. Entre os beneficiados pela decisão está Mariya Lasitskene, bicampeã mundial do salto em altura. Por outro lado, Sergey Shubenkov, medalha de prata nos 110 metros com barreiras no Mundial de Londres, e ouro dois anos antes, em Pequim, não conseguiu autorização. A Federação Russa de Atletismo está suspensa desde novembro de 2015, quando foi concluído um relatório independente feito a pedido da IAAF. O documento apontou a existência de um sistema de doping patrocinado pelo governo local.