Discussão sobre impeachment bate recorde de tempo e confusão

Sessão que antecedeu a votação do impeachment, marcada para 14h deste domingo, foi marcada por agressões, empurrões e muito bate-boca

São Paulo – Depois de quase 43 horas – das 8h55m de sexta-feira às 3h42m de hoje – os 25 partidos com representação da Câmara dos Deputados puderam discutir sobre o parecer que pede abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

A sessão que antecedeu a votação do impeachment, marcada para 14h deste domingo, foi marcada por agressões, empurrões e muito bate-boca.

O suficiente para que, na madrugada, seguranças fossem chamados para evitar que os deputados partissem para agressões físicas.

Por volta de 1h, os deputados Vitor Valim (PMDB-CE) e Sibá Machado (PT-AC) protagonizaram o momento mais crítico.

Em seu pronunciamento, Valim os petistas de bandidos e Machado não aceitou a acusação.

Um clima tenso entre eles foi o resultado, com a troca de empurrões e ameaças.

Duas horas antes, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) teve de ser acalmado e saiu do plenário depois de discutir com parlamentares anti-governo.

Até o final da sétima sessão, foram 246 discursos contabilizados, o que fez o Plenário quebrar o recorde de sessão contínua mais longa da História da Câmara.

O PEN foi o único partido que abriu mão da hora reservada para discutir.

Em resumo, para os contrários o afastamento de Dilma, o impeachment é uma tentativa de golpe. Já os favoráveis enfatizam que houve crime contra as contas públicas.