Dilma viaja à Argentina após reunião com Lula

A reunião de Dilma com Lula não aparecia na agenda oficial da governante até pouco depois do meio-dia

São Paulo – A presidente Dilma Rousseff partiu nesta quinta-feira à cidade argentina de Mendoza para participar das cúpulas do Mercosul e da União de Nações Sul-americanas (Unasul), após se reunir em São Paulo com o ex-líder Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma chegaria nesta mesma noite em Mendoza, onde pretende participar da Cúpula do Mercosul e de outra que será realizada nesta sexta-feira na mesma cidade da Unasul.

O assunto central das duas cúpulas será a situação do Paraguai após o impeachment de Fernando Lugo da Presidência, o que abriu uma crise política que pode deixar o país à margem do Mercosul e da Unasul.

A reunião de Dilma com Lula não aparecia na agenda oficial da governante até pouco depois do meio-dia.

Em seguida, a presidente, de 64 anos, se dirigiu ao Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, onde, segundo a Presidência, se submeteu a exames de rotina relacionados ao câncer linfático que lhe foi diagnosticado em 2009 e do qual seus médicos dizem que está totalmente curada.


Após os exames, o médico Raúl Cutiat, da equipe que atende a presidente, disse à imprensa que ela está bem, foi submetida a uma tomografia e outros exames rotineiros, e depois partiu rumo ao aeroporto de São Paulo para viajar a Mendoza.

Fontes oficiais consultadas pela Agência Efe não souberam informar sobre o conteúdo do encontro com Lula, que alguns meios de comunicação vincularam à situação política no Paraguai.

Assim como o próprio governo Dilma, Lula condenou em termos enérgicos o que chamou de ‘ruptura da ordem democrática’ no Paraguai e inclusive participou nesta terça-feira em São Paulo de uma manifestação organizada por cidadãos paraguaios em solidariedade com o ex-presidente Lugo.

Segundo fontes oficiais, Dilma não terá em Mendoza nenhuma reunião bilateral e se limitará à programação oficial do Mercosul e da Unasul. Em seguida, voltará a Brasília nesta própria sexta-feira. EFE

ed/sa