Dilma estreia em programa de Haddad e destaca parceria

No programa eleitoral, Dilma disse que, com Haddad prefeito, será possível implementar projetos federais como o Pro-Infância

São Paulo – A presidente Dilma Rousseff estreou na noite desta segunda-feira no programa eleitoral do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. Em 30 segundos, Dilma disse que o petista é o “candidato certo” para mudar a cidade e que juntos poderão implementar os programas federais na capital paulista. “Haddad é a pessoa certa para comandar a grande transformação que São Paulo tanto precisa. Juntos, podemos consolidar projetos fundamentais do governo federal”, ressaltou a presidente. Hoje, o principal cabo eleitoral do candidato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não apareceu no programa de TV.

No programa eleitoral, Dilma disse que, com Haddad prefeito, será possível implementar projetos federais como o Pro-Infância (para construção de creches), Pronatec (voltado para o ensino técnico), Minha Casa Minha Vida (de habitação) e o “Mais Educação” (de ensino integral). “(O Mais Educação é) a grande porta do futuro para nossas crianças e jovens”, explicou. Minutos antes do horário eleitoral, a página do candidato no Facebook já anunciava a presença da presidente na campanha. “Você sabe o que a presidenta Dilma quer para o futuro de São Paulo? Dilma participa logo mais do programa eleitoral de Fernando Haddad”, informava a campanha.

Haddad dedicou seu programa ao tema educação e apareceu ao lado de sua mulher, Ana Estela, falando sobre a importância do investimento em creches. Segundo Haddad, quando foi ministro da Educação, disponibilizou recursos para 172 novas unidades em São Paulo, mas a atual administração (do prefeito Gilberto Kassab) “não preencheu o cadastro” para receber o financiamento federal. “Educação infantil vai ser prioridade”, garantiu o petista, que se apresentou como “o candidato de Lula e Dilma”.


José Serra, do PSDB, destacou em seu programa o sucesso do Brasil nas Paralimpíadas de Londres e disse que melhorou a qualidade de vida dos deficientes quando foi prefeito e governador. Além de exibir o depoimento de um paciente atendido na rede Lucy Montoro, o programa ressaltou que Serra ampliou a frota de ônibus adaptados para deficientes, aumentou a acessibilidade no Metrô e nas estações da CPTM e que, se eleito, vai criar a função de “cuidadores” de idosos e de pessoas com necessidades especiais.

O peemedebista Gabriel Chalita propôs em seu programa uma central de vigilância chamada “Olho Vivo”, que seria responsável pelo monitoramento da segurança na cidade. Chalita prometeu colocar a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para fazer ronda nos bairros, melhorar a iluminação na cidade. Na área de transporte, disse que vai criar o Bilhete Único Educação, um cartão gratuito para os estudantes usarem o transporte público. “Ele tem palavra e cumpre com seu juramento”, dizia o jingle da campanha.

O líder das pesquisas de intenção de voto, Celso Russomanno (PRB), também falou de segurança pública e repetiu o programa já exibido à tarde. Nele, Russomanno disse que vai colocar 20 mil GCMs atuando na segurança (inclusive dentro de escolas) e que comprará câmaras de segurança e tablets para os agentes de segurança. “Eu vou cuidar de você”, enfatizou, no programa.

Com o apoio na TV do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), Paulo Pereira da Silva (PDT) prometeu acabar com o sistema de progressão continuada e implementar escolas de tempo integral. Soninha Francine (PPS) afirmou que, se eleita, vai “bancar” o tratamento de usuários de drogas em unidades privadas. Carlos Giannazi (PSOL) deu lugar ao seu vice de chapa, Edmilson Costa, que defendeu a criação de Conselhos Populares em órgãos da administração pública. Já José Maria Eymael (PSDC) agradeceu a população pelo reconhecimento de seu trabalho como parlamentar e as intenções de voto reveladas na última pesquisa Datafolha.

Miguel Manso (PPL) pregou a construção de 200 jardins de infância. Levy Fidelix (PRTB) repetiu as críticas às pesquisas de intenção de voto. Anai Caproni atacou a política do governo Dilma Rousseff para os servidores federais e Ana Luíza Figueiredo (PSTU) criticou o transporte público.