Depoimento de Joesley, criação de emprego, tensão na bolsa e mais

Não conseguiu acompanhar as notícias do dia? Confira o que aconteceu de mais importante

Um (pequeno) alívio no mercado de trabalho

O mercado de trabalho brasileiro teve saldo positivo pelo quarto mês consecutivo, com a criação de 35.900 vagas formais em julho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo de julho resulta da diferença entre 1.167.770 admissões e 1.131.870 demissões no mês passado. De janeiro a julho, há saldo positivo acumulado de 103.258 novas vagas. Analistas previam a criação de 30.000 vagas. Os dados de desemprego reforçam o otimismo do ministro. No final de julho foi divulgado que a taxa de desemprego caiu para 13% no segundo trimestre, no primeiro recuo desde 2014. Ainda assim, vale lembrar, o Brasil tem 13,5 milhões de desempregados, quase 2 milhões de pessoas a mais do que no mesmo período do ano passado.

_

Depoimento de Joesley

O empresário Joesley Batista prestou depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira em São Paulo. A ação em questão investiga o uso de informações privilegiadas na venda de ações da JBS para diminuir seus prejuízos, sabendo da repercussão que teria sua delação premiada no mercado. Joesley negou que os executivos da J&F tenham efetuado propositalmente as operações financeiras às vésperas da divulgação do acordo e disse que não tinha como saber da data da homologação do acordo. Diz o empresário que a companhia precisava de liquidez em um cenário de deterioração do crédito, inclusive com a venda de ativos. Seu irmão e sócio, Wesley Batista, manteve o mesmo discurso em depoimento mais tarde.

_

Palmas e vaias para Temer

Depois de admitir que o Ministério da Fazenda realiza estudos para aumentar a alíquota do Imposto de Renda, o presidente Michel Temer reforçou em discurso que o imposto não será aumentado, como fez em nota na noite de ontem. “Quero dizer uma coisa para ganhar aplausos: até ontem se dizia na imprensa que iríamos aumentar o Imposto de Renda. Não é verdade. Não haverá aumento, absolutamente não haverá”, afirmou Temer, aplaudido na sequência. Ao fim do discurso, contudo, foram também ouvidas vaias ao presidente, acompanhadas de protestos pedindo “Fora, Temer” e eleições diretas. Em sua fala, o presidente não fez referências à crise política.

_

Aécio e Furnas

A Polícia Federal afirma em relatório que não tem provas para relacionar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) a recebimento de propinas por contratos de Furnas, apesar das irregularidades constatadas na gestão de Dimas Fabiano Toledo, que teria dito a um delator que a divisão dos valores era“um terço para o PT de São Paulo, um terço para o PT nacional e um terço para Aécio”. O envolvimento do tucano foi denunciado por três delatores da Operação Lava-Jato. Segundo o delegado , os relatos do doleiro Alberto Yousseff e do ex-senador cassado Delcídio do Amaral “não foram embasados com nenhum outro elemento de colaboração”. O terceiro depoimento é do lobista Fernando Moura e, segundo o documento “precisa ser avaliado com cautela, por se tratar de pessoa que já foi desacreditada pela Justiça, e teve seu acorda de colaboração premiada revogado por ter mentido em juízo”. O relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal é o ministro Gilmar Mendes. A defesa pede o arquivamento do inquérito.

_

Imposto sindical

Ainda sobre imposto, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, ressaltou nesta quarta-feira que não haverá tributação obrigatória repassada aos sindicatos depois da reforma trabalhista. Em substituição, a contribuição sindical, segundo Nogueira, não vai exceder o valor da extinta. O teto, portanto, seria um dia de trabalho, como era antes. “O imposto sindical passou no Brasil, não vai ter mais. Não haverá contribuição maior que o imposto sindical”, disse. Michel Temer havia prometido aos representantes de centrais sindicais uma compensação pelo fim do imposto sindical obrigatório. A nova contribuição deve ser inserida como medida provisória, mas ainda há pressão de setores industriais, contrários à criação do tributo.

_

LDO sancionada

O presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018. A lei prevê um aumento de 4,5% no salário mínimo no próximo ano, passando de 937 para 979 reais. Em texto enviado ao Senado, o governo afirma que vetou alguns pontos por “contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade”. Um dos vetos foi ao ponto que previa que projetos de lei e medidas provisórias relacionadas ao aumento de gastos com pessoal e encargos sociais não poderiam ser usados para conceder reajustes salariais posteriores ao término do mandato presidencial em curso. Outro veto foi ao que dizia que o Executivo adotaria providências e medidas com o objetivo de reduzir o montante de incentivos e benefícios de natureza tributária, financeira, creditícia ou patrimonial.

_

FGTS : +0,61% no PIB

O Ministério do Planejamento divulgou nota em que afirma que a liberação dos recursos das contas inativas do FGTS deve gerar uma contribuição positiva de 0,61 ponto porcentual para o produto interno bruto (PIB) do país deste ano. O saque das contas injetou 44 bilhões de reais na economia e beneficiou 25,9 milhões de trabalhadores.

_

Bolsa: dia de tensão

O Ibovespa caiu 0,34% nesta quarta-feira, seguindo o pessimismo dos mercados internacionais. Nos Estados Unidos, o Dow Jones fechou em baixa de 0,17%. Na Europa, o Stoxx-600 fechou em queda de 0,73%, enquanto o FTSE-100 recuou 0,59%. A queda nos mercados foi atribuída ao aumento do temor dos investidores em meio à “guerra verbal” entre Estados Unidos e Coreia do Norte. O presidente americano, Donald Trump, elevou o tom ao tratar das ameaças de bomba nuclear feitas pela Coreia do Norte. Já o dólar subiu 0,73% e fechou o dia em 3,15 reais.

_

Gol sobe 6,2%

As ações da companhia aérea Gol subiram 6,2% nesta quarta-feira após o resultado divulgado pela empresa. A Gol teve um lucro operacional de 37 milhões de reais no segundo trimestre — o primeiro dado positivo para o segundo trimestre em sete anos. A companhia teve um prejuízo de 475 milhões de reais no segundo trimestre, valor que foi impactado negativamente em 226 milhões de reais por efeitos cambiais. A dívida da companhia fechou o trimestre em 4,9 bilhão de reais, equivalente a 4,2 vezes sua geração de caixa.

EUA e Coreia: “Não há ameaça iminente”

Rex Tillerson, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou que não há ameaça iminente da Coreia do Norte e disse que os americanos não devem se preocupar com nenhum ataque militar ao país asiático. “O presidente enviou uma mensagem dura para que Kim Jong-un entenda, porque parece que ele não compreende a linguagem diplomática”, afirmou Tillerson, que ainda ressaltou que os Estados Unidos têm, sem dúvida, capacidade de se defender e, se necessário, vão defender seus aliados.

Novo ataque em Paris

Um homem atropelou seis militares no oeste da capital francesa hoje de manhã. Três ficaram gravemente feridos, e o condutor fugiu sem prestar socorro. De acordo com testemunhas, o homem responsável pelo atropelamento não estava armado e não gritou nenhuma palavra de ordem. O suspeito, identificado como Hamou B, foi preso quando seguia em direção à cidade de Calais, no norte da França, e depois de ser perseguido por policiais. Durante a perseguição, a polícia atirou em seu carro, e um policial e o fugitivo ficaram feridos. A polícia francesa ainda não confirmou se o suspeito foi de fato o autor do atropelamento nem se ele utilizava o mesmo carro. O ministro do Interior afirmou que o atropelamento foi um ato deliberado, e não acidental.

América rejeita Venezuela

Ministros e representantes de 12 países do continente americano condenaram publicamente o governo da Venezuela e a atual situação política do país. Em encontro realizado ontem, na capital peruana, líderes de Brasil, Argentina, Costa Rica e outros países do continente não reconheceram a legitimidade da Assembleia Constituinte e reprovaram a ruptura da ordem democrática na Venezuela. Além disso, os representantes americanos se posicionaram a favor do Parlamento venezuelano, controlado atualmente pela oposição a Nicolás Maduro. Por causa dos conflitos e da forte repressão do governo, o país foi suspenso do Mercosul por tempo indeterminado.