Defesa sem delações; Decisão mais cedo…

Defesa sem delações

O relator do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o senador Antônio Anastasia, rejeitou o pedido de José Eduardo Cardozo para incluir a delação premiada e as gravações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, na defesa da petista. A intenção de Cardozo era usar as gravações em que personagens da cúpula do PMDB criticam e falam sobre maneiras de barrar a Operação Lava-Jato para defender a ideia de que o impeachment é uma manobra para acabar com a investigação. Anastasia também negou o pedido de Cardozo para que uma perícia fosse feita por uma consultoria internacional sobre os decretos que originaram as pedaladas fiscais que levaram ao afastamento de Dilma do cargo.

Tempo curto

Além de negar os pedidos da defesa de Dilma Rousseff, a comissão que analisa o processo de impeachment diminuiu 20 dias do prazo para a entrega das alegações finais pela acusação e pela defesa da presidente. A intenção é acelerar o processo, para que ele se encerre antes dos Jogos Olímpicos. A defesa da presidente, no entanto, vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal para que isso não aconteça.

Mais um recurso de Cunha

O plenário do Supremo Tribunal Federal rejeitou por unanimidade o recurso apresentado por Eduardo Cunha contra a decisão da corte de torná-lo réu da Lava-Jato. Em março, o STF havia acatado o pedido da Procuradoria-Geral da República que denunciou o então presidente da Câmara dos Deputados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A intenção de Cunha era, caso deixasse de ser réu, pleitear a volta para a presidência da Câmara.

Ele deixou

A mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cruz, disse aos investigadores da Operação Lava-Jato que o próprio deputado autorizou os gastos dela com compras de luxo no exterior. Os gastos foram realizados no cartão de crédito abastecido pelo trust, que Cunha disse não controlar. As declarações de Claudia contradizem Cunha, que disse que o cartão era propriedade da mulher e ele não tinha ligação com isso.

Enquanto isso

O presidente interino Michel Temer deu posse na tarde de hoje ao jurista Torquato Jardim como ministro da Transparência. Torquato assume no lugar de Fabiano Silveira, que se exonerou depois que gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado mostraram críticas dele à Operação Lava-Jato. Torquato falou que sua primeira ação no comando da pasta será rever a lei sobre acordos de leniência para que eles não prejudiquem as investigações de crimes cometidos.

Temer incomodado

O presidente interino Michel Temer ficou incomodado com as críticas de que estaria prejudicando o ajuste fiscal ao pedir a aprovação do reajuste para os servidores públicos na Câmara. O aumento deve custar quase 53 bilhões de reais aos cofres públicos até 2018. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que os aumentos haviam sido negociados pelo governo de Dilma Rousseff e que são menores do que a inflação do período, ficando dentro do teto de gastos apresentados pelo governo atual.

Mais dinheiro, mais dinheiro

O Ministério das Cidades deve pedir 5 bilhões de reais ao Palácio do Planalto para o pagamento de dívidas. Entre os passivos a serem pagos estão parcelas do Minha Casa, Minha Vida, projetos de mobilidade urbana e saneamento. A maior parte deve ir para a terceira fase do programa de moradias, com planos de terminar rapidamente obras travadas por motivos alheios que estejam mais de 90% concluídas. Durante o anúncio, o atual ministro, Bruno Araújo, disse que a situação da pasta é péssima e culpou a gestão passada. O antigo ministro da pasta é Gilberto Kassab, colega de ministério de Araújo, já que agora está no comando da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.