Defensor diz que réus do Carandiru serão absolvidos

"Se não houve exame balístico não tem como provar quem atirou em quem. Isso é um absurdo", afirmou advogado que defende policiais que serão julgados

São Paulo – Na entrada do no Fórum Criminal da Barra Funda, o advogado Celso Machado Vendramini, que defende os 15 policiais que serão julgados pela morte de oito detentos na antiga Casa de Detenção do Carandiru, disse estar tranquilo e certo de que os réus serão absolvidos por negativa de autoria.

“Se não houve exame balístico não tem como provar quem atirou em quem. Isso é um absurdo”, afirmou. A mesma tese foi usada, e derrotada, nos primeiros dois julgamentos.

De acordo com Vendramini, antes da entrada dos agentes já havia cerca de 20 mortos.

“Estava escuro. Os presos atiravam neles e eles revidavam os tiros em direções aos clarões que viam. Nem eles (policiais), sabem se acertaram alguém”.

O massacre do Carandiru aconteceu no dia 2 de outubro de 1992, quando 111 detentos foram mortos durante uma operação policial para reprimir uma rebelião no pavilhão 9 do antigo presídio.

A terceira etapa do julgamento do Massacre do Carandiru começou na manhã desta segunda-feira, 17. A quarta e última etapa do julgamento está prevista para o dia 17 de março.