De maconha a pedágio: entenda as polêmicas de Soninha

A candidata do PPS foi sabatinada hoje pela Folha/UOL e explicou algumas de suas propostas e defesas mais polêmicas

São Paulo – Soninha Francine participou hoje da sabatina Folha/UOL e, como é de costume da candidata, não deixou de responder às perguntas por vezes polêmicas dos entrevistadores.

Logo no começo da sabatina, já afirmou que sua primeira medida como prefeita será verde: “Quero ‘desimpermeabilizar’ o maior número possível de espaços públicos, criar praças e áreas verdes”. Para quem está na fila do SUS, isso pode parecer bobagem, mas a candidata se explica: “Essa seria a medida imediata, fácil de implementar. Outras questões não são resolvidas tão facilmente. E essa medida imediatamente produz um resultado prático e um resultado simbólico importantes”, disse.

O assunto das drogas (Soninha criou polêmica ao afirmar em entrevista que era usuária de maconha) não deixou de ser abordado e a candidata voltou a defender não só a descriminalização, mas a legalização da maconha. “Eu não fumo mais maconha por questões religiosas (a candidata é budista), mas os meus motivos podem não funcionar para outras pessoas, elas não vão deixar de fumar. E hoje é o crime que tem o monopólio dessa comercialização”, afirmou.

Outra grande polêmica abordada no debate foi a questão do trânsito em São Paulo. A candidata, apesar de se dizer a favor do pedágio urbano, disse que não iria impor o sistema sem antes consultar a população: “Eu faria um plebiscito. Vocês preferem rodízio ampliado ou pedágio urbano? Se as pessoas optarem por nenhuma das anteriores, eu dificultaria o uso do carro em São Paulo, diminuindo espaços de estacionamento, por exemplo”.

Em contrapartida, ela defendeu a melhoria do sistema público de transporte – especialmente os corredores de ônibus. Ainda sugeriu que fossem criados estacionamentos “integrados ao metrô e aos terminais de ônibus”. “O ideal é facilitar a integração e tirar o carro do centro da cidade, onde já existem muitas estações de metrô”, falou.

Quando questionada sobre corrupção, Soninha afirmou que tanto como vereadora quanto como subprefeita ela presenciou momentos em que a burocracia e a política foram usadas para obter privilégios. Em outras palavras, ela viu cargos políticos e favores sendo trocados por votos, por exemplo. E para resolver a corrupção? “Eu vou ter faca no dente e sangue nos olhos. Está faltando firmeza na administração de São Paulo”, disse.

Confira os melhores momentos da sabatina:

“-Qual o propósito da sua candidatura, além de tirar votos de partidos progressistas e favorecer o Serra?”
Soninha: “É ser prefeita.


“- Você não tem tamanho de prefeita.
Soninha: “Segundo quem?
“- Vamos ser sérios aqui, você não vai se eleger…
Soninha: “Vou, sim. Vou. Com tudo contra e sem a mídia espontânea só tem dois caras na minha frente. E se eu não for eleita, vou morrer tentando.

“- Dá para comprar vereador?
Soninha: “Claro que dá. Nunca vi o pior caso, que seria compra com dinheiro, mas já vi com cargos, por exemplo.
“- Pode dar nomes?
Soninha: “Não.

Soninha: “É preciso escalonar ou restringir a circulação de carros. No centro, por exemplo, não cabe, não dá e não precisa tanto carro. O pedágio é uma das alternativas para coibir o uso supérfluo do carro, que é como álcool ou outras drogas: acaba sendo abusivo, indevido e intensivo.

Soninha: “Eu defendo a legalização da maconha.
“- Mas com venda controlada?
Soninha: “Não, legalização total, mesmo.
“- Mas aí seria vendido em bares? Assim como cerveja?
Soninha: “Sim, também. Bares já vendem tantas drogas. Seria como vender cerveja, vodka, cigarro, pinga…