De Brizola ao torturador de Dilma: por quem deputados votam

Do lado dos favoráveis ao governo, a palavra "golpe" foi usada e abusada para justificar o "não". Já entre a oposição, a palavra preferida era "família".

São Paulo –  Durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff – que acontece na Câmara dos Deputados neste dom

ingo, 17 – os 511 deputados presentes em plenário tiveram, cada um, alguns segundos para manifestar seus votos.

Do lado dos parlamentares favoráveis ao governo, a palavra “golpe” foi usada e abusada para justificar o “não”. Já entre os deputados favoráveis ao impedimento,  a palavra preferida era “família”.

Quase nenhum deles citou os crimes de responsabilidade atribuídos à Dilma, chamados de “pedaladas”.

Na hora de votar pelo “sim”, a maioria dos deputados decidiu votar pelos filhos, pelos pais, por seus estados e por figuras políticas conhecidas, como Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves.

Uma das falas mais polêmicas da noite foi a do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) , que dedicou seu voto ao coronel que torturou Dilma durante o regime militar, Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI.

Na galeria, veja o que motivou algumas das votações: