Curtas – uma seleção do mais importante no Brasil e no mundo

Os chefes de Estado da UE iniciaram, nesta quinta-feira, uma reunião para discutir a questão migratória, as negociações do Brexit e reforma da zona do euro

Sem Lula, Bolsonaro lidera

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a pesquisa de intenção de voto da CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira, com 33% da preferência dos eleitores. A chance de ele participar das eleições, no entanto, é pequena. Sem o ex-presidente no páreo, a briga fica entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que tem 17% das intenções de voto, e Marina Silva (Rede), que tem 13% — tecnicamente empatados, já que a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Ciro Gomes (PDT) aparece em seguida, com 8% das intenções, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 6%. A proporção de brancos ou nulos também aumenta sem Lula: de 22%, quando ele aparece, para 33%, quando não está na lista.

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Batista e Miller réus

A Justiça Federal do Distrito Federal aceitou nesta quinta-feira (28) a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) e transformou em réus os executivos do Grupo J&F Joesley Batista e Francisco de Assis e Silva, acusados do crime de corrupção ativa, e o ex-procurador da República e advogado Marcello Miller e a advogada Esther Flesch, por corrupção passiva. O MPF acusou Miller de, enquanto ainda era procurador, ter aceitado a proposta de Joesley e Assis e Silva para receber 700.000 reais em troca de orientação aos executivos do grupo nas negociações de um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A denúncia afirma que Marcello Miller foi auxiliado por Esther, então sócia do escritório Trench Rossi Watanabe. A investigação foi aberta em setembro de 2017 por determinação do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a descoberta de um áudio de uma conversa de Joesley Batista dando indicativos de que Miller fez “jogo duplo” antes mesmo de se exonerar do MPF.

Imprensa contra notícias falsas

Vinte e quatro veículos de comunicação brasileiros lançaram, nesta quinta-feira, um projeto colaborativo, batizado de “Comprova”, para verificar rumores e informações com foco nas eleições de outubro. O objetivo é combater as notícias falsas. O projeto, coordenado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), com o apoio do Instituto para o Desenvolvimento Jornalismo (Projor) e o suporte técnico e financeiro do Google e do Facebook, conta com a participação dos principais jornais, emissoras de televisão, rádios e sites do país, tais como Bandnews, Canal Futura, Correio do Povo, Folha de S.Paulo, Gazeta do Povo, Jornal do Comércio, Metro Brasil, Nexo Jornal, O Estado de S.Paulo, Poder360, Revista Piauí, Rádio Bandeirantes, SBT, UOL, EXAME e VEJA. O “Comprova” receberá de usuários, através de uma conta especial do WhatsApp informações consideradas suspeitas.

MEC avaliará creches

A educação infantil será avaliada pela primeira vez no ano que vem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Atualmente, as avaliações nacionais são aplicadas apenas a partir do ensino fundamental. Ao contrário das outras etapas, as crianças das creches e pré-escolas não terão que fazer nenhuma prova. A avaliação será por meio de questionários aplicados a professores, dirigentes e equipe escolar. Serão avaliadas, por exemplo, questões de infraestrutura e formação dos professores. As escolas serão bem ou mal avaliadas se ofertarem as condições necessárias para o desenvolvimento das crianças. Entram no cálculo, entre outras questões, a oferta de brinquedos. O anúncio foi feito nesta quinta, pelo ministro da Educação, Rossieli Soares.

Empresas fechando

A crise financeira fez com que 46.322 empresas comerciais fechassem as portas em 2016. É o que mostra a Pesquisa Anual do Comércio 2016, divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, em 2016 o Brasil tinha 1.546.646 firmas comerciais, ante 1.592.968 no ano anterior. Desde 2011, o setor registra ano a ano uma diminuição no número de empresas ativas, depois de apresentar crescimento expressivo entre 2007 e 2010. Juntas, as empresas comerciais ativas no país tiveram uma receita operacional líquida de 3,3 trilhões de reais, pagaram 214,8 bilhões de reais em salários, retiradas e outras remunerações e ocuparam 10 milhões de pessoas, em 1,7 milhão de unidades locais em 2016.

“Desunião” Europeia discute migração

Os chefes de Estado da União Europeia iniciaram, nesta quinta-feira, uma reunião para discutir a questão migratória, as negociações do Brexit e a reforma da zona do euro. Embora os países estejam reunidos, as diferentes opiniões têm separado os países. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, afirmou que os líderes devem “se esforçar” para discutir as questões fronteiriças entre os países e tentar resolver a crise migratória que incomoda países do Mediterrâneo, como a Itália. A Alta Representante da UE para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, voltou a afirmar que o bloco europeu precisa trabalhar com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e com a Organização Internacional da Migração, para que soluções “sustentáveis” sejam realizadas e não prejudiquem os refugiados, que buscam melhor condição de vida. O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, também se pronunciou sobre o assunto. Porém, sua opinião foi mais contundente, afirmando a necessidade de construir campos para imigrantes fora do território da União Europeia, que seriam geridos pela ONU.

Tiros em jornal americano

Um ataque a tiros em um jornal regional em Annapolis, capital de Maryland, deixou ao menos cinco pessoas mortas e dezenas de feridas, nesta quinta-feira. Segundo autoridades locais, um homem de aproximadamente 20 anos de idade teria sido o autor dos disparos no jornal Capital Gazette. Ele foi detido e está sendo interrogado. Não se sabe o motivo dos tiros. Funcionários do jornal deixaram o local com as mãos nas cabeças, após os disparos. Pelo Twitter, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que não há nada mais aterrorizante do que ouvir pessoas sendo baleadas enquanto se esconde em sua mesa de trabalho.

Todos contra a Venezuela

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou, nesta quinta-feira, que todos os países do continente americano deveriam se posicionar contra o governo venezuelano de Nicolás Maduro. Em visita ao Equador, Pence disse que os países sul-americanos deveriam ajudar os Estados Unidos a isolar política e economicamente o país, que tem um governo considerado autoritário e repressor. Em uma coletiva de imprensa, o vice-presidente americano ainda disse que o país é “uma ameaça específica à segurança coletiva, e que ocorria o colapso atual da Venezuela na ditadura, na privação e no desespero”. Na quarta-feira o presidente da Venezuela chamou Pence de “víbora venenosa” e prometeu derrotar os “esforços americanos para depor seu governo”.