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ÀS SETE - A esposa do coronel Lima, amigo de Temer, pagou em dinheiro vivo despesas de reforma na casa de uma das filhas do presidente

Obra suspeita na casa de filha de Temer

A arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer, pagou em dinheiro vivo despesas de reforma na casa de uma das filhas do presidente, segundo um dos fornecedores afirmou ao jornal Folha de S. Paulo. A Polícia Federal, ainda segundo o jornal, investiga a obra no imóvel da psicóloga Maristela Temer sob a suspeita de que tenha sido bancada com propinas da JBS. Fratezi e Lima foram alvo da Operação Skala, do fim de março, que apura suposto esquema de corrupção para beneficiar empresas do setor portuário com a renovação de concessões públicas. O coronel foi preso por três dias no fim de março e a esposa, intimada a depor. Os dois ficaram em silêncio diante dos investigadores.

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Alckmin fora da Lava-Jato

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nancy Andrighi enviou a investigação sobre o ex-governador Geraldo Alckmin (PSBD-SP) à Justiça Eleitoral de São Paulo. Alckmin, citado por delatores da Odebrecht, é acusado de fazer uso de seu cunhado Adhemar Ribeiro, para pegar 10,7 milhões de reais do setor de propinas da empreiteira. O caso, que está em sigilo, corria no STJ, porque, como governador, Alckmin tinha foro especial. Ao renunciar para concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro, o tucano perdeu o foro privilegiado. No entanto, ao contrário do que havia pedido o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP), o processo contra o tucano ficará na Justiça Eleitoral e não sob responsabilidade da força-tarefa da Operação Lava-Jato no estado. Respondendo por crimes eleitorais, o ex-governador estará sujeito a penas mais brandas e ficará mais distante de condenações penais.

Renúncia na chapa de Abilio

Cinco executivos pediram à Comissão de Valores Mobiliários que seus nomes sejam excluídos da chapa montada pelo empresário Abilio Diniz para o conselho de administração da fabricante de alimentos BRF. Os executivos são: Augusto Cruz, Walter Malieni, José Luiz Osório, Roberto Mendes e Vasco Dias. A chapa foi proposta na semana passada por Abilio, depois que ele e os fundos de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil) não chegaram a um acordo sobre o comando da companhia. A definição sobre o novo conselho da empresa, em guerra societária, está marcada para o dia 26 de abril

IBGE: desigualdade aumenta

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira, dados da Pnad Contínua e mostrou que a desigualdade aumentou em quatro das cinco grandes regiões do Brasil entre 2016 e 2017. As regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste registraram uma piora no índice de Gini, indicador que mede a desigualdade de renda. Somente a Região Sudeste teve uma melhora no indicador. No ano passado, os 10% da população com os menores rendimentos detinham apenas 0,7% de toda a massa de renda do país. Já os 10% com maior renda concentravam 43,3% de toda a riqueza, montante superior à massa detida por 80% da população com renda mais baixa. Na passagem de 2016 para 2017, tanto o rendimento médio quanto a massa de renda diminuíram, embora a virada de ano tenha marcado o fim do período de recessão econômica no país.

Queda na produção industrial

A produção industrial brasileira registrou queda entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oito dos 15 locais pesquisados mostraram um recuo na produção, localizados principalmente nos estados do Pará (10,9%), Amazonas (-5,9%) e Mato Grosso (-4,4%). Também houve queda na produção em Minas Gerais (-2,8%), Espírito Santo (-1,1%), Ceará (-0,7%), São Paulo (-0,5%) e Rio Grande do Sul (-0,1%). Goiás manteve o mesmo nível de produção nos dois meses. Na comparação com fevereiro do ano passado, a indústria cresceu em nove locais, com destaque para Amazonas (16,2%), e caiu em seis. Os maiores recuos ocorreram em Minas (6,4%) e Espírito Santo (6,3%). No acumulado de 2018, dez locais tiveram alta na produção industrial. Mais uma vez, o Amazonas teve o maior crescimento (24,5%). Cinco localidades anotaram desaceleração, com destaque para Espírito Santo (-7,8%).

Eletrobras: privatização “necessária”

O novo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou, nesta quarta-feira, que a privatização da Eletrobras é um projeto “necessário”. Guardia ainda afirmou que o governo retomará conversas com o Congresso Nacional para avançar com o projeto. Na segunda-feira, as ações da Eletrobras despencaram com a confirmação do nome de Moreira Franco para o comando do Ministério de Minas e Energia. Contudo, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., disse à Reuters que a escolha de Moreira para o posto era positiva para os planos do governo de privatizar a elétrica. Segundo Guardia, todos os novos ministros participarão desse esforço de interlocução com os parlamentares. Originalmente, o governo previa 12,2 bilhões de reais em 2018 decorrentes do processo de privatização da estatal. Mas já bloqueou boa parte desses recursos no Orçamento, precavendo-se de eventual frustração com a operação, cuja tramitação no Congresso Nacional tem se mostrado difícil.

Zuckerberg: segundo round

O presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg compareceu ao segundo dia de depoimento sobre o escândalo de vazamento de dados da rede social, nesta quarta-feira. Ao Congresso dos Estados Unidos, Zuckerberg afirmou que seus próprios dados pessoais foram incluídos na lista de 87 milhões de usuários do Facebook que tiveram suas informações compartilhadas indevidamente com a consultoria política Cambridge Analytica. Questionado sobre as propagandas políticas que circularam na rede durante a campanha eleitoral americana, Zuckerberg afirmou que, mesmo com milhares de funcionários analisando os dados, a rede social não conseguiria filtrar todas as propagandas; ele ainda disse que 200 funcionários estão trabalhando em ações antiterroristas. Na terça-feira, ele respondeu perguntas por quase cinco horas em uma audiência no Senado dos EUA, mas não fez promessas de apoiar a nova legislação ou mudar a forma como a rede social faz negócios, frustrando as tentativas dos senadores de enquadrá-lo.

Trump ameaça Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu a Rússia nesta quarta-feira sobre a iminente resposta de Washington para um suposto ataque químico na Síria. Trump declarou que os mísseis “estão a caminho” e criticando Moscou por apoiar o presidente sírio, Bashar al-Assad. Em seu Twitter, o presidente americano disse que a Rússia promete derrubar qualquer e todos os mísseis lançados contra a Síria, e que por isso o país teria que “se preparar”, porque mísseis americanos “estão a caminho”. “Vocês não deveriam ser parceiros de um animal que usa gás para matar, que mata sua população e gosta”, escreveu. As advertências do presidente americano acontecem pouco depois de o governo russo alertar hoje os Estados Unidos e seus aliados contra qualquer ato que possa desestabilizar a “frágil” situação na Síria. Em resposta, o governo da Rússia afirmou que não participa de diplomacia “via Twitter”. No último final de semana, um ataque com gás na cidade controlada por rebeldes, Dhouma, deixou ao menos 60 pessoas mortas e mais de mil feridas.

FARC confirmam morte de jornalistas equatorianos

Um comunicado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), publicado nesta quarta-feira, aponta que os membros de uma equipe de imprensa do jornal equatoriano El Comercio, sequestrados no fim de março, foram mortos em uma suposta operação de resgate fracassada. Segundo comunicado, o resgate teria sido feito “pela via militar, com desembarques em vários pontos onde estavam os senhores sequestrados, o que resultou na morte dos jornalistas e do motorista”. O repórter Javier Ortega, o fotógrafo Paúl Rivas, e o motorista Efraín Segarra, tinham sido sequestrados em 26 de março quando preparavam reportagens em Mataje, na fronteira com a Colômbia, região onde as autoridades dos dois países perseguem guerrilheiros que se afastaram do processo de paz. Eles estavam em poder do grupo armado dirigido por Walter Artízala, conhecido como “Gaucho”, que comanda um grupo de cerca de 80 combatentes. O governo equatoriano informou que ainda não confirma a morte dos três e diz que fará um comunicado em canais oficiais assim que tiver mais informações.

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