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Doria: política de segurança não muda; XP nas alturas; Natura tem cadeia de produção afetada por queimadas

Doria: política de segurança não muda

Após a morte de nove pessoas pisoteadas em decorrência de uma ação da Polícia Militar em um baile funk na favela de Paraisópolis, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta segunda-feira em coletiva de imprensa que a política de Segurança Pública do estado “não vai mudar”. “A ação da polícia de São Paulo é uma ação bem planejada, preparada e orientada”, afirmou. “Isto não significa que seja infalível. Não significa que não possa haver erros e é por isso que a apuração está sendo feita”, disse o governador em coletiva de imprensa. Pelo Twitter, ele já havia lamentado a morte dos jovens.

PM abre inquérito sobre Paraisópolis

A Corregedoria da PM assumiu o inquérito nesta segunda, aberto pelo 16º Batalhão da corporação para investigar o caso. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, todas as circunstâncias serão apuradas e as armas dos policiais envolvidos na ação foram apreendidas e serão periciadas. Nove jovens foram mortos durante uma ação da Polícia Militar em um baile funk na favela de Paraisópolis, zona sul de São Paulo, na madrugada de domingo. Eles tinham entre 14 e 23 anos. A PM afirma que criminosos usaram os frequentadores da festa como escudo humano, enquanto críticos da ação afirmam que a chegada da polícia gerou tumulto e provocou a tragédia.

Natura: cadeia afetada por queimadas

O presidente da empresa de cosméticos Natura, João Paulo Ferreira, afirmou que a cadeia de produção da empresa passou a ser afetada pelas queimadas na Amazônia. Segundo o executivo, em entrevista à agência Reuters, a empresa intensificou os esforços para que governo, setor privado e comunidades se unam para restaurar o equilíbrio ambiental, disse à Reuters o presidente da companhia. Os incêndios florestais atingiram em agosto o maior nível desde 2010, o que desencadeou protestos globais sobre as políticas do governo do presidente Jair Bolsonaro, que assumiu em janeiro. “Me parece que o novo governo ainda está restabelecendo seus mecanismos de controle, tem críticas sobre os existentes e ainda não colocou em andamento alternativas”, afirmou o presidente da Natura, João Paulo Ferreira, em entrevista na noite de sexta-feira, sem citar nomes.

XP nas alturas

A corretora XP pode valer mais do que a varejista Magazine Luiza em valor de mercado. Segundo documento registrado junto à SEC, comissão reguladora do mercado nos Estados Unidos, as ações da empresa vão custar entre 22 e 25 dólares. A XP planeja abrir capital na Nasdaq, uma das bolsas de Nova York. Assim, a corretora fundada por Guilherme Benchimol pode valer entre 16 bilhões e 18,8 bilhões de dólares, depois da oferta inicial de ações, enquanto o Magalu vale 17 bilhões de dólares, de acordo com levantamento de outubro da B3.

Via Varejo bate recorde na Black Friday

A Via Varejo vendeu mais de 1,1 bilhão de reais em apenas um dia na Black Friday, durante o dia principal do evento, na sexta-feira 29. Esse número representa um recorde para a dona da Casas Bahia, Ponto Frio e Extra.com. “Nunca vendemos mais de 1 bilhão de reais em apenas um dia”, afirma o presidente, Roberto Fulcherberguer, em entrevista a EXAME. “O grande recado é que a empresa voltou ao jogo e está pronta para escalar”, diz. Antes do evento, Fulcherberguer havia afirmado que a Black Friday seria a hora da “virada” para a Via Varejo, que trocou de gestão em julho com a volta de Michael Klein, que é da família fundadora e comprou a empresa do então controlador, o Grupo Pão de Açúcar. Ao todo, o comércio eletrônico registrou 3,9 bilhões de reais em vendas na Black Friday, segundo a empresa de inteligência de dados Compre&Confie.

Recorde de prejuízo na Oi

A empresa de telecomunicações Oi reportou nesta segunda-feira prejuízo líquido de 5,7 bilhões de reais no terceiro trimestre. O número representa um aumento de quase 340% em relação à perda apurada um ano antes, de 1,3 bilhão de reais. A companhia adiou a divulgação de seu resultado de terceiro trimestre, prevista inicialmente para o mês passado, citando trabalho adicional gerado pela necessidade de realizar auditoria completa sobre os números e cumprir um acordo prévio acertado com o órgão fiscalizador dos mercados do Estados Unidos. O prejuízo bilionário coloca a Oi no topo do ranking de maiores prejuízos entre as empresas abertas. O levantamento anterior, realizado pela consultoria Economática apontava a Suzano, empresa de papel e celulose, como dona do maior prejuízo do terceiro trimestre, com perdas de 3,5 bilhões de reais.

Pompeu: Cuba e Venezuela por trás dos protestos na América Latina

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse nesta segunda-feira que o governo Trump tentará evitar com que Cuba e Venezuela tomem para si os protestos na América Latina. O chefe da diplomacia americana prometeu ainda que vai trabalhar com os governos latino-americanos para “evitar que os protestos se transformem em baderna e violência que não refletem os desejos democráticos das pessoas”. O Chile sofre uma onda de protestos há mais de um mês, enquanto países como Equador, Colômbia e Bolívia também passam por tensões recentes. Não há muitas evidências de que Cuba ou Venezuela tenham ligação com os protestos — na Bolívia, por exemplo, os protestos derrubaram o presidente Evo Morales, que tinha relações pouco amistosas com Washington.

Putin e Xi unem forças em gasoduto

O presidente russo Vladimir Putin e o chinês Xi Jinping assistiram por meio de uma ligação em vídeo nesta segunda-feira à histórica inauguração de um gasoduto que vai transportar gás natural da Rússia rumo à China. Batizado de “Power of Siberia” (poder da Sibéria, em inglês), o projeto marca estreitamento dos laços entre os dois países. O gasoduto terá 3.000 quilômetros de extensão. A expectativa é que dure três décadas e gere 400 bilhões de dólares à Rússia. Não se sabe quanto a China está pagando pelo produto, mas, com as projeções, a Rússia deve se tornar a partir de 2025 a segunda maior vendedora de gás natural do mundo, atrás da Alemanha. A maior fornecedora de gás para a China é hoje a Arábia Saudita. A empreitada russa sai do papel em um momento em que ambos enfrentam problemas na relação com o Ocidente: a China está em guerra comercial com os Estados Unidos, e a Rússia enfrenta embates com os ocidentais praticamente desde a anexação da Crimeia, em 2014.

Trump vs. Bloomberg

A campanha de reeleição do presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que não emitirá mais credenciais a repórteres da Bloomberg News, a agência de propriedade do pré-candidato presidencial democrata Michael Bloomberg. Depois que Michael Bloomberg confirmou que concorrerá à Casa Branca, a agência de notícias afirmou que pararia de fazer cobertura das campanhas dos presidenciáveis, mas que continuaria cobrindo Trump por ele ser o atual presidente. O anúncio foi feito pela campanha de reeleição, e não pela Casa Branca, de modo que não ficou claro se haverá alguma restrição aos repórteres da Bloomberg na cobertura do dia-dia do governo.