Corrupção esquenta último debate entre principais candidatos

Denúncias de corrupção em empresas estatais dominaram o início do debate televisivo de ontem entre sete dos onze candidatos à presidência

Rio de Janeiro – As denúncias de corrupção nas empresas estatais como Correios e a Petrobras dominaram o início do debate televisivo entre sete dos onze candidatos à presidência, transmitido pela Rede Globo.

O primeiro bloco de perguntas e respostas entre candidatos foi focado nos ataques de Marina Silva e Aécio Neves contra a presidente Dilma Rousseff, a primeira a falar sobre o tema corrupção.

“Eu gostaria dizer que nesta campanha propus medidas concretas contra a corrupção”, como a classificação de caixa dois como um crime eleitoral, declarou Dilma após a primeira pergunta de seus oponentes.

A presidente disse que frente aos escândalos de corrupção em seu governo, o mais recente na Petrobras, “confiscou bens de servidores” e contribuiu para a “agilização” dos processos contra os envolvidos. “Sobre a Petrobras, demiti o diretor (Paulo Roberto Costa) envolvido nesse escândalo e também autorizei que houvesse, no caso da Petrobras, ampla e irrestrita divulgação dos fatos”, afirmou Dilma.

A presidente se defendeu também da acusação de que suas alianças com outros partidos propiciavam os atos de corrupção nas estatais.

“Não são as alianças que definem os corruptos. Há corruptos em todos os lugares. As instituições é que devem investigar. Quero garantir que todos os crimes serão investigados, doa a quem doer”, garantiu.

Aécio Neves qualificou como “vergonhoso” os escândalos nas “empresas públicas”.

“A Petrobras vive nas paginas policiais”, afirmou Aécio. Segundo o candidato, Dilma mentiu sobre a saída do ex-diretor da Petrobras: “a ata do Conselho da Petrobras diz que ele renunciou ao cargo e recebeu elogios pelos serviços prestados”.

Aécio Neves citou ainda denúncias de que os Correios estariam favorecendo a campanha de Dilma.

Marina Silva abordou também o tema das denúncias na Petrobras e aproveitou para afirmar que em um eventual governo não abandonaria as políticas sociais de seus antecessores.

“Minhas propostas com relação aos programas sociais é que eles devem ser estendidos para alcançar a maior parte da população que não foram alcançadas. Propomos dar um 13º para aquelas pessoas que vivem do Bolsa Família”, defendeu.