Foram entregues 141 mi de objetos de campanha, diz Correios

O candidato do PSDB, Aécio Neves, já acusou a estatal de boicotar a entrega de 5,6 milhões de panfletos da campanha tucana no estado de Minas Gerais

Brasília – Pouco antes do início da coletiva de imprensa com o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, a assessoria de comunicação da estatal distribuiu um informe com dados da postagem de material de campanha.

De acordo com os Correios, foram entregues, na modalidade mala direta com pagamento à vista, 141,7 milhões de objetos de campanha até a última terça-feira, 30.

O material provém de 1.852 remetentes, entre partidos, comitês e candidatos.

Segundo o informe, os partidos que tiveram material de campanha distribuído foram: DEM, PDT, PHS, PMDB, PP, PPS, PR, PSB, PSC, PSD, PSDB, PSL, PT, PTdoB, PTB, PTN e PV.

A receita para essas postagens soma R$ 39,9 milhões, segundo a empresa.

Nessa quarta-feira, 1º, o jornal O Estado de S. Paulo revelou um vídeo no qual um deputado estadual do PT em Minas Gerais diz que Dilma só chegou a ter “40%” das intenções de voto no Estado porque “tem dedo forte dos petistas nos Correios”.

O candidato do PSDB, Aécio Neves, já acusou a estatal de boicotar a entrega de 5,6 milhões de panfletos da campanha tucana no estado e anunciou que vai recorrer ao Ministério Público para investigar o fato, enquanto a ex-ministra Marina Silva afirmou haver “uso político” da empresa.

Os Correios negam que tenha ocorrido boicote ao PSDB no estado.

Na coletiva, Pinheiro disse o material de campanha de Aécio e do candidato do PSDB ao governo, Pimenta da Veiga, corresponde a 40% do total distribuído no Estado.

O informe entregue hoje pelos Correios traz dois slides específicos sobre a distribuição de material em Minas Gerais. Na mala direta com pagamento à vista, foram entregues 32,7 milhões em material de campanha no Estado, no valor de R$ 8,9 milhões.

Os Correios alegam que “as entregas estão sendo realizadas dentro do cronograma previsto e amplamente divulgado”, e de acordo com a Lei Eleitoral.

“Estamos aqui para deixar claro que o processo obedece critérios operacionais e que credibilidade (dos Correios) não será afetada por acusações descabidas e injustas”, disse Pinheiro.