Contra a Previdência, greve geral promete paralisar ao menos seis capitais

Centrais sindicais param contra a tramitação da reforma que teve seu parecer apresentado ontem

Um dia após a apresentação do parecer da reforma da Previdência na comissão especial da câmara dos deputados, centrais sindicais de todo o país irão comandar uma greve geral que deve ter grande adesão em pelo menos seis estados. Além da principal demanda, que cobra alterações no texto da reforma redigido pelo governo, as reivindicações do movimento desta sexta-feira, 14, incluem maior geração de empregos formais, a retomada do crescimento da economia e a reversão dos contingenciamentos na Educação.

Encabeçada por centrais sindicais como UGT, CUT, UNE, CSP, Fenae, Ubes e Força Sindical, o movimento deve contar com grande adesão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal. Nas capitais, o setor de transporte deverá ser o mais afetado, mas bancos e universidades públicas também devem paralisar suas atividades.

Líderes sindicais mantiveram ontem adesão à greve em São Paulo mesmo após a Justiça ter concedido liminar que obriga o funcionamento do Metrô, CPTM e ônibus no estado, sob multa de 1 milhão de reais em caso de descumprimento. A Justiça determinou que o Metrô mantenha 80% do quadro de funcionários nos horários de pico (6h às 9h e das 16h às 19h) e 60% no restante do dia. Já os ferroviários, que iriam participar da greve, voltaram atrás na noite de quinta-feira. Os trens da CPTM estão funcionando. A Prefeitura da cidade suspendeu o rodízio de carros.

Trabalhadores de transporte prometem cruzar os braços em cidades como Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília. No Rio de Janeiro, metrô e ônibus estão funcionando, segundo a GloboNews. Mas há manifestações próximas à Linha Vermelha. Há manifestações também na entrada de Santos, no litoral paulista. Os ônibus da cidade estão funcionando.

A greve desta sexta-feira vem sendo costurada desde o dia primeiro de maio. Depois de meses no congresso, ontem, finalmente o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), divulgou o relatório da comissão especial da câmara. Nele, o governo sofreu pelo menos três reveses: os servidores estaduais, o benefício de prestação continuada e a capitalização ficaram de fora. Essas pautas ainda podem ser incluídas em outras instâncias da tramitação, mas isso adiaria ainda mais a tramitação.

Uma greve com alta adesão nesta sexta-feira será um ponto a mais de pressão sobre os parlamentares.