Como anda a popularidade de Temer?

A Confederação Nacional da Indústria divulga às 11 horas mais uma pesquisa CNI-Ibope de opinião sobre o presidente Michel Temer. Serão medidas a avaliação do governo, a confiança no peemedebista e sua atuação em nove áreas, que vão de saúde e educação ao combate à fome e desemprego. A amostragem é de 2.000 pessoas em 126 diferentes municípios.

O histórico de Temer, como se sabe, não é dos melhores. A pesquisa divulgada trimestralmente mostrava em outubro e julho de 2016 que 39% dos brasileiros reprovavam o governo. Na última edição da CNI-Ibope, os índices de ruim ou péssimo foram de 46%, os maiores no histórico do presidente. O número deve crescer, já que em pesquisas de outros institutos, como o Datafolha, a piora também é verificada. De julho a dezembro, a reprovação no Datafolha disparou de 31% para 51%. Em 2017, o estudo da CNT/MDA, publicado em fevereiro, indicava rejeição de 62,4% dos brasileiros. A aprovação, em geral, gira em torno dos 10%.

O próprio presidente deixa claro que pouco se importa com os números e está disposto a apostar nas reformas para criar um legado de melhora da economia. Aposta, então, na sustentação parlamentar, não popular. Para que isso se mantenha, contudo, é preciso lembrar que quanto mais perto da eleição, maior a ressonância popular no Congresso.

“É uma corrida contra o tempo para aprovar as reformas antes que a aproximação da eleição as inviabilize. Em início de mandato, um parlamento pode aprovar medidas impopulares”, afirma Wagner Parente, diretor da consultoria política Barral M Jorge. “No entanto, quanto mais perto das eleições, mais essa impopularidade do governo pesa contra a aprovação das medidas impopulares”.