Com vagas quase preenchidas, desafio do Mais Médicos é fixar profissionais

A corrida, agora, é para que os médicos brasileiros que se inscreveram de fato compareçam às mais de 2.800 cidades

Os próximos dias devem trazer novas informações do Ministério da Saúde sobre a substituição dos 8.517 médicos cubanos do programa Mais Médicos que estão deixando o país. Ontem, o ministério afirmou que 96,6% das vagas ofertadas em edital online já foram preenchidas.

A corrida, agora, é para que os médicos brasileiros que se inscreveram de fato compareçam às mais de 2.800 cidades ofertadas até o dia 14 de dezembro, data estabelecida pelo governo. Até ontem, apenas 40 haviam se apresentado.

Desde que foi criado o Mais Médicos, em 2013, nenhum edital deu conta de preencher todas as vagas previstas com profissionais brasileiros. Atualmente, 2.000 das 18.240 vagas do programa estão em aberto.

O desafio, do governo Temer (e do governo Bolsonaro, de forma indireta), é mudar esta regra. Outro desafio é fazer com que os médicos fiquem nas cidades selecionadas — já que, segundo o Ministério da Saúde, 30% desistem do posto em até um ano.

Em cerca de 1.600 cidades brasileira o atendimento era feito só por cubanos. Hoje o Brasil tem 466.000 médicos, e 98.000 se formaram desde o início do programa Mais Médicos, em 2013.

O edital do governo exige que o médico seja formado no Brasil ou que tenha o diploma revalidado pelo Ministério da Educação caso tenha estudado no exterior. Neste domingo, a realização do Revalida colocou em lados opostos o futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o futuro presidente Jair Bolsonaro.

Mandetta afirmou ser favorável a exigir a certificação de médicos brasileiros formados. Em entrevista neste domingo, 25, Bolsonaro foi enfático ao discordar do Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos).

“Ele (Mandetta) tá sugerindo o Revalida até com uma certa periodicidade. Eu sou contra porque vai desaguar na mesma situação que acontece com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Nós não podemos formar jovens no Brasil, em cinco anos, no caso dos bacharéis de Direito, e depois submetê-los a serem advogados de luxo em escritórios de advocacia. Advogados de luxo não, boys de luxo de escritório de advocacia”, disse, após participar de um almoço na Escola de Educação Física do Exército, no bairro da Urca, na zona sul do Rio.

Mandetta afirmou ser favorável a concurso público para a contratação de médicos de saúde básica. Seria uma forma de tentar resolver os gargalos do Mais Médicos. Assumir o futuro governo sem o buraco deixado pelos cubanos não seria má notícia.

Com vagas quase preenchidas, desafio do Mais Médicos é fixar profissionais

Governo afirmou que 96,6% das vagas ofertadas em edital online já foram preenchidas. A corrida, agora, é para que os médicos brasileiros que se inscreveram de fato compareçam às mais de 2.800 cidades

Os próximos dias devem trazer novas informações do Ministério da Saúde sobre a substituição dos 8.517 médicos cubanos do programa Mais Médicos que estão deixando o país. Ontem, o ministério afirmou que 96,6% das vagas ofertadas em edital online já foram preenchidas. A corrida, agora, é para que os médicos brasileiros que se inscreveram de fato compareçam às mais de 2.800 cidades ofertadas até o dia 14 de dezembro, data estabelecida pelo governo. Até ontem, apenas 40 haviam se apresentado.

Desde que foi criado o Mais Médicos, em 2013, nenhum edital deu conta de preencher todas as vagas previstas com profissionais brasileiros. Atualmente, 2.000 das 18.240 vagas do programa estão em aberto. O desafio, do governo Temer (e do governo Bolsonaro, de forma indireta), é mudar esta regra. Outro desafio é fazer com que os médicos fiquem nas cidades selecionadas — já que, segundo o Ministério da Saúde, 30% desistem do posto em até um ano.

Em cerca de 1.600 cidades brasileira o atendimento era feito só por cubanos. Hoje o Brasil tem 466.000 médicos, e 98.000 se formaram desde o início do programa Mais Médicos, em 2013.

O edital do governo exige que o médico seja formado no Brasil ou que tenha o diploma revalidado pelo Ministério da Educação caso tenha estudado no exterior. Neste domingo, a realização do Revalida colocou em lados opostos o futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o futuro presidente Jair Bolsonaro.

Mandetta afirmou ser favorável a exigir a certificação de médicos brasileiros formados. Em entrevista neste domingo, 25, Bolsonaro foi enfático ao discordar do Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos).“Ele (Mandetta) tá sugerindo o Revalida até com uma certa periodicidade. Eu sou contra porque vai desaguar na mesma situação que acontece com a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Nós não podemos formar jovens no Brasil, em cinco anos, no caso dos bacharéis de Direito, e depois submetê-los a serem advogados de luxo em escritórios de advocacia. Advogados de luxo não, boys de luxo de escritório de advocacia”, disse, após participar de um almoço na Escola de Educação Física do Exército, no bairro da Urca, na zona sul do Rio.

Mandetta afirmou ser favorável a concurso público para a contratação de médicos de saúde básica. Seria uma forma de tentar resolver os gargalos do Mais Médicos. Assumir o futuro governo sem o buraco deixado pelos cubanos não seria má notícia.